Quer participar de alguma atividade do pré-congresso, mas não está inscrito no concresso? Não tem problema!
As atividades do pré-congresso são acessíveis gratuitamente. Para participar somente do pré-congresso, siga os passos abaixo:
1. Acesse este link e clique “Realizar inscrição”. Selecione “Participante pré-congresso” e clique “Realizar inscrição”;
2. Em seguida, crie uma conta Even3 ou acesse a sua se já existir;
3. Após a confirmação da inscrição, vá a “Inscrição em atividades”;
4. Inscreva-se nas atividades do pré-congresso que desejar. Note que apesar de ser possível inscrever-se em atividades do Congresso em si no site, participantes do pré-congresso sem inscrição no Congresso não poderão acessá-las.
¿Quieres participar en una actividad precongreso pero no estás inscrito/a en la conferencia? ¡No hay problema!
Las actividades precongreso son gratuitas. Para participar solo en el precongreso, sigue estos pasos:
1. Accede a este enlace y haz clic en “Registrarse”. Selecciona “Participante precongreso” y haz clic en “Registrarse”.
2. Crea una cuenta Even3 o inicia sesión si ya tienes una.
3. Tras confirmar tu inscripción, ve a “Inscribirse en actividades”.
4. Inscríbete en las actividades precongreso que desees. Ten en cuenta que, si bien es posible inscribirse en las actividades del Congreso a través del sitio web, los participantes precongreso sin registro no podrán acceder a ellas.
Dia 4 de agosto de 2025
8:00h às 12:00h
Oficina / Taller
Essa oficina, promovida pelo Grupo SEM – Saúde, Sociedade, Estado e Mercado – do Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro (IMS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), se propõe a pesquisar, produzir e disseminar conhecimento sobre economia política do setor de saúde no Brasil, com base nos principais conceitos econômicos e sociológicos apresentado pela Teoria Marxista da Dependência (TMD).
De acordo com a TMD fundada na teoria marxista do valor-trabalho e a teoria leninista do imperialismo, os países dependentes se inserem de forma subordinada na divisão internacional do trabalho e no sistema mundial, levando ao desenvolvimento de uma economia capitalista com as tendências sistemáticas e estruturais da transferência de valor, da superexploração da força de trabalho e do divórcio entre as estruturas produtivas e as necessidades das massas. Essas particularidades do capitalismo dependente condicionam as políticas sociais, que têm a sua origem e abrangência relacionadas ao grau de desenvolvimento das forças produtivas capitalistas e à capacidade de organização da classe trabalhadora.
A atividade tem por objetivo debater a política social de Estados dependentes, especificamente do caso brasileiro. O entendimento prévio é de que a dependência condiciona a formação econômico-social brasileira, incluindo suas estruturas políticas e a caracterização da política social, que contradiz, e até mesmo impede, a plena universalidade da seguridade social pretendida pelo arcabouço legal. Mesmo com variações conjunturais, limitantes estruturais persistem. Essa abordagem teórico metodológica possibilita a superação de análises meramente descritivas e institucionalistas, para caminhar rumo a uma compreensão das determinações do Estado e da financeirização da política social no capitalismo dependente brasileiro. Para tanto, a oficina proposta pretende capilarizar, junto a pesquisadores, trabalhadores, militantes e movimentos sociais, o referencial da TMD e o debate antineoliberal e anticapitalista para a urgente desprivatização e desfocalização da política social do Estado brasileiro.
Além dos coordenadores, a oficina contará com a participação das pesquisadoras Daiane Carvalho de Oliveira (doutoranda IMS/UERJ) e Cláudia Regina de Andrade Pereira (EPSJV/Fiocruz).
Proponente: Arthur Lobo Costa Mattos (IMS/UERJ)
Oficina / Taller
Normalmente aprendemos que escrever é um ato de apresentar, uma forma de transmitir informação a alguém sobre o que pensamos ou aprendemos sobre algo. Escrever é exercício de crítica, de argumentar, mas é antes de tudo uma conversa, que envolve e abraça quem escreve (Mattos, 2008). Propomos a criatividade, envolvimento, coletividade, liberdade e a valorização da escrita a partir da subjetividade e vivências de cada um. Todos podemos criar e nos mobilizar pelos nossos afetos, inclusive para nossas escritas científicas.
Uma aposta que talvez seja por aqui, alguns dos caminhos de enfrentarmos o horrores metodológicos que Spink e Menegon (1999) nos chama atenção. Talvez diante da trava e da nossa incapacidade de seguir em um dado momento em nossas escritas de trabalhos acadêmicos, pausar pode ser um caminho ou tentar outras linguagens, olhar o que está a volta, escrever e somente escrever, ou dançar, ou admirar algo, permitir se encontrar no ato de escrever.
Faz toda diferença estar juntes de pessoas que possam respeitar nossos momentos de vida e valorizar nossos conhecimentos. Escrever é antes de tudo para nós mesmos e para produção de vida em diálogo com o que somos e onde estamos no mundo. Vamos juntes escrever a vida que nos embala em fazer Ciência. Fazer deste espaço o que Krenak nos convoca, “Adiar o fim do mundo”, contando histórias e sendo reexistências em um cenário tão duro como é a Academia.
Proponente: Bianca Moraes Assucena (SMS-RJ)
Curso
O minicurso “Pesquisa Militante: Pressupostos e Experiências em Saúde” terá a duração de quatro horas divididas em dois momentos. No primeiro, pretende-se apresentar a perspectiva de Pesquisa Militante, com ênfase nos seus pressupostos, e suas bases teóricas, conceituais e práticas. Em seguida, a ideia é incentivar o debate a partir da apresentação de três experiências em Saúde identificadas com essa perspectiva. A proposta aqui é fomentar uma roda de conversa, estimulando a troca de saberes entre todas as pessoas presentes. Para este momento, convidamos alguns(mas) dos seus representantes, pesquisadores ou militantes, para compartilharem aspectos das suas trajetórias, enfocando tanto as potências como as dificuldades enfrentadas no processo.
Joana Emmerick Seabra vai abordar a pesquisa de campo realizada por ela com parteiras e lideranças em territórios tradicionais, no Maranhão e no Pará, entre 2021 e 2022, como parte de sua pesquisa de doutorado. A historiadora e educadora popular Emmanuelle Torres vai apresentar a pesquisa “Trajetórias”, realizada com indivíduos que passaram por cursos populares preparatórios do Enem e por pré-vestibulares, e chegaram à Universidade. E Paulo Lara, comunicador e cinegrafista, vai compartilhar aspectos da produção do minidocumentário sobre o projeto de pesquisa-ação “O povo cuidando do povo”, realizado em três territórios do estado do Rio de Janeiro, entre 2021 e 2022.
Proponente: Carolina Burle de Niemeyer (Pesquisadora da Cooperação Social da Presidência da Fiocruz)
Roda de conversas / Conversatorio
A proposta consiste na realização de uma roda de conversa aberta a todas as lideranças e militantes de movimentos sociais, com o objetivo de debater e fortalecer a luta pelo direito humano à saúde no Brasil e na América Latina. A atividade pretende reunir diferentes movimentos sociais para discutir as demandas históricas e atuais desses coletivos pela saúde universal, pública, gratuita e de qualidade, reconhecendo a saúde como um direito fundamental e inegociável de todos os povos.
Durante a roda de conversa, será promovido um espaço participativo para o compartilhamento de experiências, desafios e conquistas na atuação política dos movimentos sociais, destacando as estratégias mais eficazes na reivindicação de políticas públicas e na defesa do acesso à saúde e dos sistemas universais de saúde, e contra a mercadorização do cuidado. Também pode ser discutido quem são os principais adversários políticos que ameaçam o acesso à saúde, como o avanço da privatização, o subfinanciamento das políticas públicas, a desinformação, a fome, o racismo estrutural, a violência, a criminalização dos movimentos sociais, a desigualdade de gênero, os impactos da crise política e dos extremismos, e a influência de interesses mercadológicos e conservadores que aprofundam as desigualdades e violam direitos.
O evento será dividido em momentos de escuta, análise coletiva e construção de propostas conjuntas, estimulando a criatividade e a solidariedade entre diferentes sujeitos sociais. Espera-se consolidar alianças e planejar ações conjuntas para enfrentar os desafios impostos ao acesso universal à saúde, promovendo a articulação de uma agenda comum de lutas locais, nacionais e latino-americanas. A roda de conversa busca, assim, valorizar a diversidade dos movimentos sociais e fortalecer sua capacidade de incidência política na defesa da saúde como direito humano fundamental.
Proponente: Henrique Aniceto Kujawa (Centro de Educação e Assessoramento Popular do Rio Grande do Sul – CEAP-RS)
Curso
A atividade discutirá os limites estruturais do Sistema Único de Saúde (SUS) diante do Estado capitalista dependente brasileiro, à luz da Teoria Marxista da Dependência (TMD). Inicialmente, será apresentado um panorama da TMD, destacando como a inserção do Brasil na periferia do capitalismo condiciona a formulação e a operacionalização das políticas públicas de saúde.
Em seguida, serão abordados os mecanismos de transferência de valor no Estado brasileiro, que atravessam o SUS, tais como a dependência tecnológica; a predominância de prestadores privados na média e alta complexidade no SUS; a presença do capital estrangeiro, superexploração na saúde, entre outros pontos.
Em relação ao capital estrangeiro na saúde, por exemplo, os seguros privados de saúde, empresas que competem com o SUS política e economicamente, já que recebem vários subsídios estatais, são de conglomerados multinacionais.
A respeito da prestação de serviços em média e alta complexidade, destaca-se a atual proposta do governo em utilizar hospitais privados para ampliar o programa “Mais acesso a especialistas- componente cirurgias” e reduzir filas do SUS.
Conclui-se que os limites do SUS são expressão de uma estrutura dependente que subordina o direito à saúde aos interesses das nações centrais do capitalismo e da burguesia interna.
Proponente: Laura Melo Sampaio (IMS-UERJ)
Encontro / Encuentro
A atividade consiste em uma apresentação institucional sobre a RESP – Rede de Escolas e Centros Formadores em Saúde Pública de América Latina, com o objetivo de divulgar sua missão, seus eixos de atuação e os centros formadores e escolas que compõem a rede. Em formato de stand aberto ao público no horário designado, serão distribuídos materiais gráficos e haverá membros da secretaria executiva disponíveis para diálogo com o público.
Proponente: Livia Liria Avelhan (Rede de Escolas e Centros Formadores em Saúde Pública da América Latina – RESP)
Encontro / Encuentro
Lançamento de Livro
Proponente: Renata P. Arequipa T (Instituto Nacional de Salud Pública de México)
Encontro / Encuentro
8:00-8:30: Ritual inicial de convivencia en respeto
8:30-9:30: Palabras de invitadas/os de Chile y Brasil
9:30-10:30: Diálogo abierto con participantes de otros territorios, orientado por preguntas clave
10:30-11:00: Ritual de cierre y agradecimiento
O Núcleo Ecologias e Encontros de Saberes para a Promoção Emancipatória da Saúde (Neepes/ENSP/Fiocruz), em parceria com o Programa de Salud Colectiva y Medicina Social, da Universidade do Chile, e a ALAMES Sur Patagonia (Chile), convida para uma atividade aberta de intercâmbio de experiências sobre o tema: “Intercâmbio de experiências rumo à justiça cognitiva em saúde coletiva: diálogo aberto a partir de saberes e territórios Mapuche/Williche de Chiloé no Chile e Complexo do Alemão (RJ) no Brasil”.
O encontro acontecerá no dia 4 de agosto, das 08h às 11h, na UERJ (campus Maracanã), Rua São Francisco Xavier, 524 – Maracanã
A atividade tem como objetivo promover um espaço de troca entre experiências e saberes em saúde coletiva envolvendo pesquisadores acadêmicos, estudantes, ativistas indígenas e de periferias urbanas em torno dos desafios da justiça cognitiva nos territórios do Sul Global.
A coordenação será de Sebastián Medina Gay (Universidade do Chile /ALAMES Chile), Marcelo Firpo Porto (Coordenador Neepes/ENSP/Fiocruz), Marina Tarnowski Fasanello (Neepes/ENSP/Fiocruz), com a participação de Jaime Ibacache Burgos (médico que atua com saúde intercultural, ALAMES Chile), Flor Cheuquepil Álvarez (cuidadora Mapuche/Williche de Chiloé), Ana Santos (fundadora do Centro de Integração da Serra da Misericórdia -CEM- e ativista de agricultura urbana no Complexo do Alemão, RJ), e Diana Manrique García (ALAMES Chile).
Desde 2023, o Neepes mantém uma cooperação técnico-científica com a Escuela de Salud Pública Dr. Salvador Allende, da Universidade do Chile. A parceria inclui a realização de cursos do Neepes e o acolhimento de doutorandos chilenos no Brasil, com foco na promoção emancipatória da saúde, em metodologias sensíveis co-labor-ativas e na abordagem de conflitos ambientais e territoriais. No Chile a cooperação envolve pesquisas junto com povos indígenas que atuam com práticas de saúde intercultural no arquipélago de Chiloé e na resistência à mineração de lítio no Deserto do Atacama.
Proponente: Sebastián Medina Gay (Escuela de Salud Pública Dr. Salvador Allende G. Universidad de Chile- ALAMES Chile)
Oficina / Taller
Se propone un taller para analizar las formas en las que tanto la invesigación clínica utiliza los cuerpos de las personas para experimentar en función de obtención posterior de ganancias (antes que beneficios en la salud) y como esta práctica hace que se privilegie el modo de maximizar esas ganancias a costa de la investigación significativa para los pueblos
Proponente: Gonzalo Moyano (Coordinador de la Red de Medicamentos da Alames)
Oficina / Taller
A oficina abordará a aplicação de tecnologias inovadoras para enfrentar desafios de acesso à Atenção Primária à Saúde (APS) em territórios desassistidos. Serão exploradas ferramentas como Inteligência Artificial Geoespacial, Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARPs) e metodologias de geoprocessamento para mapeamento de barreiras ao acesso. A atividade incluirá discussões sobre desigualdades no acesso à saúde, apresentação de casos práticos e demonstrações de soluções tecnológicas para otimizar a cobertura e o planejamento em saúde.
Proponente: Antônio Diego Costa Bezerra (Universidade Estadual do Ceará – UECE)
Curso
A saúde mental é uma questão emergente no âmbito global, e as desigualdades sociais e econômicas, agravam essa condição, como aponta a OMS em sua revisão mundial (2022). Em todos os países, as pessoas mais pobres e desfavorecidas correm maior risco, sendo também as menos propensas a receber cuidados adequados. No Brasil, apesar dos avanços no acesso à saúde mental, especialmente após a reforma psiquiátrica, ainda há muito a ser feito. A saúde mental continua sendo afetada por diversos fatores, destacando a necessidade de políticas públicas qualificadas, especialmente em contextos de violência e vulnerabilidade social, nos quais nem sempre o primeiro cuidado em saúde mental é feito por profissionais da área, mas sim trabalhadores de organizações sociais.
A Redes da Maré, ONG que atua nas 15 favelas da Maré, tem desenvolvido projetos e pesquisas sobre saúde mental. Incorporando psicólogos em suas frentes de atuação, a instituição oferece acolhimento a vítimas de violência e amplia o olhar das equipes sobre as necessidades dos moradores. Por sua vez, sua parceira People’s Palace Projects desenvolve há 25 anos, 20 deles atuando no Brasil, projetos de pesquisa que visam entender os impactos do engajamento em criatividade e saúde mental, compartilhando conhecimento globalmente. A partir de uma contextualização de dados e exemplos de ações em territórios de favela, as duas organizações construíram um kit de Saúde Mental em Primeiros Cuidados Psicológicos (PCP), composto de cartilha e metodologia de treinamento, que foi utilizada em oficinas na Maré e Cidade de Deus, além de outras organizações em Goiás e no Rio de Janeiro.
Os Treinamentos “Primeiros Cuidados Psicológicos – Ajudando quem ajuda, cuidando de quem cuida”, são realizados desde 2022 e são destinados a profissionais baseados em organizações artísticas e culturais que trabalham com pessoas sujeitas a condições vulnerabilizantes e eventos que podem causar sofrimento mental. Nesse período os treinamentos tiveram um público de cerca de 200 pessoas, com participação de 26 ONGs e duas escolas. Nesta atividade é feita uma reflexão sobre os elementos que influenciam a saúde mental, os serviços públicos que podem ser acessados em caso de adoecimento, bem como as diversas formas que podemos promover o cuidado com esporte, arte, cultura, entre outros.
A proposta deste curso é apresentar as bases e metodologia deste material que pode ser discutido e adaptado para diferentes públicos e realidades. O kit de Saúde Mental é uma ferramenta potente para públicos que têm poucas oportunidades para discutir o tema, bem como de acesso a informações que dialoguem com suas realidades.
Proponente: Bruna Vanessa Dantas Ribeiro (People’s Palace Projects do Brasil)
Curso
Embora o Brasil permitir a realização do aborto em três situações (violência sexual, anencefalia e risco de morte da pessoa gentante), presenciamos um avanço do neoconservadorismo cristão no SUS. Em um cenário de falta de politicas públicas que garantam a disponibilidade de serviços de aborto legal -segundo o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (2023), apenas 1,8% das cidades brasileiras oferecem atualmente esse serviço-, se identificam multiplas barreiras para o exercicio do direito ao aborto, se destacando a objeção de consciência por questões de ordem moral e/ou religiosa.
Diante dessa realidade, o curso tem como objetivo problematizar as implicações éticas do exercício profissional e refletir, através de metodologías participativas, sobre como perspectivas teológicas de base cristã podem, em alguns momentos ser um obstáculo, mas também podem ajudar a construir pontes de acolhimento e respeito da autonomia dos/as profissionais e da pessoa atendida.
Proponente: Carla Angelini (Católicas pelo Direito de Decidir)
VII PRE CONGRESO DE LA RED LOMSODES 8
Proponente: Emira Imaña Maldonado (Miembro del Comité Ejecutivo de la Red LOMSODES )
Roda de conversas / Conversatorio
1. Bienvenida e introducción (20 min)
2. Intervenciones de las/os invitadas/os (30 min)
3. Conversación guiada (45 – 60 min)
4. Preguntas del público (20 min)
5. Cierre y síntesis (5 min)
Proponente: Iara Burgos Carrasco (Estudante de Fonoaudiologia da Universidad de Chile)
Encontro / Encuentro
O Pré-Congresso: Determinação socioambiental do processo saúde-doença: – a centralidade do trabalho e ambiente, que ocorrerá junto ao XVIII Congresso de Medicina Social e Saúde Coletiva, tem o propósito de refletir sobre a indissociabilidade do ambiente e trabalho na determinação socioambiental da saúde, a partir da integração das lutas dos movimentos sociais e sindicais, pesquisadores, gestores públicos, articulados pelo campo da saúde do trabalhador e saúde ambiental, para fins de construir uma agenda de discussão ampliada, orientada pela sustentabilidade, justiça social e pelos princípios da saúde da coletiva e medicina social, entre os países da América Latina.
Traz para o debate as profundas mudanças societárias do século XXI, com as transformações no mundo do trabalho, que avançam para o ciclo de uma nova matriz de reestruturação produtiva, baseada na acumulação flexível do capital, austeridade fiscal, desregulamentação do Estado, dos direitos trabalhistas e previdenciários, para transição de um sistema de dominação e subordinação ao capital internacional.
Todas essas dimensões do padrão de acumulação capitalista, ampliam desigualdades, precarizam as relações de trabalho, fraturam sistemas de proteção socioambiental e fragilizam a organização de movimentos sociais e sindicais na luta por direitos e ao ambiente saudável e sustentável.
A questão do capitalismo é a mesma origem q afeta os trabalhadores e o ambiente. Consequentemente, seus componentes de sobredeterminações no trabalho e ambiente impactam sobre a determinação socioambiental da saúde. E a mudança do clima, agrava desigualmente as populações, territórios e regiões, impondo pressões diretas e indiretas sobre o trabalho e o ambiente que resultam em vulnerabilidades individuais ou coletivas.
De acordo com a OMS, as mudanças do clima constituem a maior ameaça global à saúde, com potencial de “aniquilar o progresso dos últimos 50 anos na saúde global e na redução da pobreza, ampliando, desta forma, as iniquidades em saúde existentes entre diferentes populações e no interior das mesmas” (OMS, 2021).
A crise civilizatória decorrente do modo de produção capitalista, em contexto de emergência climáticas, tem como elemento central contra hegemônico a “emancipação”, capaz de rearticular a rede trabalho e ambiente, em seu aspecto temático e organizativo para construção de uma agenda de trabalho comum. Para isso, importante refletir sobre a emergência da questão social, gerada pelas grandes transformações sociais, políticas e econômicas produzidas e reproduzidas pela revolução indústria. A questão social, representa importante categoria central de análise, pois fundamenta a divisão entre os donos dos meios de produção, os trabalhadores e apropriação de riqueza socialmente produzida por uma minoria, em seus impactos na condição precária de vida e trabalho. Esses componentes dos mecanismos dos interesses de capital e do trabalho, são fundamentais para a organização da luta dos movimentos sociais e estratégicos na intersectorialidade entre trabalho, ambiente e ecossistemas, enquanto perspectiva de formas de se relacionar com a biosfera e a vida.
Conforme já afirmava Ulrich (1980), a problemática ambiental não é uma questão ecológica e sim resultado do colapso da sociedade industrial, portanto desacelerar o colapso ambiental, representa enfrentar os efeitos produzidos pela sociedade industrial. Nesse enfoque, Alana Moraes (2025) aponta para o problema do “colapso fóssil” nas emergências climáticas e a necessidade de uma transição para a vida terrestre, devido esgotamento das formas políticas produzidas na sociedade industrial e seus limites incapaz de alterar a velocidade da destruição ecológica, em suas múltiplas crises.
Agrava esse cenário, de crise civilizatória, a ideologia impetrada pelo atual governo imperialista do presidente dos Estados Unidos – Donald Trump, que ameaça à democracia, se impondo como poder único para o mundo, agindo contra à liberdade e autonomia dos povos e países. A linha política adotado pelos EUA, reprime o poder das instituições públicas, da ciência, dos imigrantes, ao mesmo tempo em que decreta importantes cortes em programa sociais e ambientais, com impactos globais à saúde dos povos.
Esses elementos apontam caminhos para organização e fortalecimento do movimento de luta operária, pela autonomia e bem viver em equilíbrio com os ecossistemas, a vida multiespécies, em contraposição a subordinação do trabalho e modos de vida destrutivos, impostos pelo capitalismo.
Nesse cenário não civilizatório, importante consolidar o posicionamento latino americano no campo da Saúde Coletiva e Medicina Social, no Pré-Congresso: Determinação socioambiental do processo saúde-doença: – a centralidade do trabalho e ambiente, construindo alianças para resistir e avançar em agendas que reivindiquem à saúde dos povos. Para isso, propõem-se a constituição de espaços para troca de experiencias de modelos de desenvolvimento social e econômico sustentável de base comunitária, como realizados pelos povos originários de comunidades tradicionais e outras inciativas bem sucedidas em rede. Também, a realização de diagnóstico dos países integrantes do pré-congresso, junto à governos progressista, sindicatos, movimentos sociais e universidades, para fins de construção da agenda em saúde, ambiente e trabalho da América Latina.
Neste aspecto, contribuições do documento da frente ampla (2022), que reuniu diversos especialistas do campo da trabalho e ambiente, elencou as seguintes prioridade para agendas políticas temáticas: 1) economia do cuidado x financeirização da vida; 2) modos de produção e destruição do meio ambiente e do trabalho; 3) extrativismo neocolonial dos corpos, povos e territórios; 4) territórios e terras livres para a soberania alimentar e da vida nos campos; 5) emergência climática e sujeitos da socio biodiversidade; 6) rios e oceanos: águas para a Vida ;7) energia para a soberania dos povos; 8) direito a cidades habitáveis e justas; 9) fundamentalismos e exclusões: 10) ameaças à terra e à socio biodiversidade; 11) estratégias pluralistas frente às estruturas racistas e patriarcais.
Eixos temáticos:
1) Circuitos do capital no século XXI, processos produtivos e os danos à saúde e ambiente, à dos trabalhadores (as) e à vida: perspectivas para uma agenda de lutas;
2) Determinação socioambiental da saúde como estratégia de ação no enfrentamento às iniquidades em saúde e seus processos nocivos em cenário de ameaças à soberania, à sustentabilidade e à solidariedade das comunidades de trabalhadores.
Programa:
9h00
Mesas
(Representação dos GT STT Abrasco, GT SA Abrasco, Red Salud Y Trabajo Alames)
(integrar representação de universidades, governo, representação de movimentos sociais e sindicais)
10h -intervalo
10h15 -11h15m – Espaço interativo de experiencias – Roda de Conversa
11h15 -12h -Apresentação de síntese de temas debatidos
12- Intervalo
14h00
Mesas
(Representação dos GT STT Abrasco, GT SA Abrasco, Red Salud Y Trabajo Alames)
(integrar representação de universidades, governo, representação de movimentos sociais e sindicais)
15h -intervalo
15h15 -16h15m – Espaço interativo de experiencias – Roda de Conversa
15h15 -17h -Apresentação de síntese de temas debatidos
17h -18h
Construção da agenda estratégica integrada saúde, trabalho e ambiente
Elaboração do Manifesto do I Encontro sobre Determinação socioambiental do processo saúde-doença: – a centralidade da saúde, trabalho e ambiente
Organizadores do Encontro Pré-Congresso:
Red Salud Y Trabajo – Alames
Fátima Sueli Ribeiro -Universidade Estadual do Rio de Janeiro (RJ), Brasil
Francisco González – Universidad Centroccidental “Lisandro Alvarado” Universidad Centroccidental Lisandro Alvarado (UCLA), Venezuela
Jairo Ernesto Luna-Garcia – Universidade Nacional da Colômbia (UNAL), Bogotá, Colômbia
Mauricio Torres Tovar – Universidade Nacional da Colômbia (UNAL), Bogotá, Colômbia
GT de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora – Abrasco
Maria Juliana Moura Corrêa – Cebes. Vice-presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz), Rio de Janeiro (RJ), Brasil
Andréia Aparecida de Miranda Ramos – Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Juiz de Fora (MG), Brasil
Bruno Chapadeiro – Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio de Janeiro (RJ), Brasil
Maria Cristina Strausz -Fundação Osvaldo Cruz, Rio de Janeiro (RJ), Brasil
Heleno Rodrigues Correa Filho – Cebes. Escola Superior de Ciências da Saúde, Universidade do Distrito Federal, ESCS-UnDF, Brasília (BSB), Brasil.
GT de Saúde Ambiental – Abrasco
Lia Giraldo S. Augusto – Cebes. Fundação Oswaldo Cruz, Pernambuco (PE)- aposentada. Rede Interseccional de Saúde reprodutiva e Agrotóxicos, Brasil
Anamaria Tambellini – Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana -CESTEH/Ensp/Fiocruz, Rio de Janeiro (RJ), Brasil
Instituição do governo brasileiro
Rita Mattos – Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana -CESTEH/Ensp/Fiocruz, Rio de Janeiro (RJ), Brasil
Pedro Tourinho – Fundacentro, São Paulo (SP), Brasil
Luis Leão – Coordenação Geral de Saúde do Trabalhador – CGSAT/SVSA/Ministério da Saúde, Brasília (BSB), Brasil
Instituições de Ensino
Cristiane Lemmos – Universidade Federal de Goiás. (UFG), Goiás, Brasil
Patrícia Robinson- Movimento da Saúde dos Povos (People Health Movement), Escola de Saúde Pública (ESPRS), Rio Grande do Sul (RS), Brasil
Ary Carvalho de Miranda- Instituto Tricontinental de Pesquisa Social
Andrés Trotta – Universidad Nacional de Lanús, Instituto de Salud Colectiva- ISCo/UNLa, Argentina
Entidades não governamentais
ABA – Associação Brasileira de Agroecologia
ABRASTT- Associação Brasileira de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
RBJA- Rede Brasileira de Justiça Ambiental
APIB – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil
CONAQ- Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas
Frente Ampla em Defesa da Saúde dos Trabalhadores
ISP – Internacional de Serviços Públicos
RBJA- Rede Brasileira de Justiça Ambiental
Rede Nacional de Saúde Reprodutiva
Rede / movimentos /Fórum Nacional
Oficina / Taller
A oficina é uma iniciativa do OBSERVATÓRIO DA DESPRIVATIZAÇÃO DOS SISTEMAS DE SAÚDE, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – processo: 445648/2023-6, sediado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), coordenado pelo Grupo de Pesquisa e Documentação sobre Empresariamento da Saúde (GPDES), com apoio do Centro Brasileiro de Estudos a Saúde (Cebes). O Observatório conta com a participação de pesquisadores, instituições científicas e organizações sociedade civil do Brasil e da América Latina.
A oficina tem como objetivos: 1) discutir a desprivatização como estratégia para a construção de sistemas de saúde universais, considerando os desafios e possibilidades da conjuntura regional e global; 2) analisar políticas e reformas contemporâneas nos sistemas de saúde da região latino-americana, com foco nas relações público-privado e nos processos de privatização/desprivatização; 3) fomentar a construção de redes de pesquisa, agendas de investigação e propostas de intervenção em torno da desprivatização dos sistemas de saúde na América Latina; 4) elaborar um documento final com conclusões, proposições e encaminhamentos da oficina (carta, manifesto ou declaração).
Entende-se por desprivatização o conjunto de ações de retomada pelo poder público e pela população do controle, propriedade e gestão de serviços públicos como saneamento, esgoto, energia, transporte, educação, saúde, previdência e assistência social. O conceito refere-se aos processos políticos orientados para ampliação da esfera pública para garantia de direitos coletivos, que passam pela da redefinição das relações entre sociedade, Estado e mercados. E pela promoção de mudanças na produção e distribuição de recursos, bens e serviços essenciais associados ao bem-estar comum e à reprodução social.
Tal discussão se faz relevante no caso dos sistemas de saúde latino-americanos, que se deparam com grandes impasses políticos. Em momento histórico de acirramento das tensões sociais e geopolíticas, mecanismos democráticos tradicionais têm sido frágeis e insuficientes para a garantia do direito universal à saúde. Apesar da ampliação do financiamento público, aumento de coberturas, expansão da atenção primária, implementação de distintos modelos institucionais nas últimas décadas, o neoliberalismo deixou como legado sistemas de saúde privatizados, segmentados, fragmentados e distantes das necessidades de saúde das maiorias.
A diversificação das formas de mercantilização, a expansão das seguradoras e prestadores privados, o gerencialismo e a financeirização da acumulação levaram ao aumento das desigualdades no acesso aos cuidados de saúde, a elevação de custos, a reprodução da segregação e da exclusão, a implantação de modelos de atenção pouco efetivos, de baixa qualidade e distantes da realidade sanitária e social de nossos povos.
Mesmo quando propostas de reformas progressistas questionam o padrão de articulação público-privado e tentam fortalecer o papel do setor público no financiamento, organização e gestão dos serviços de saúde, os interesses econômicos e privilégios consolidados impõe barreiras para mudanças. Além disso, a radicalização da direita coloca em xeque até os tímidos avanços obtidos.
Estes elementos limitam os horizontes de justiça social e soberania sanitária. E só podem ser devidamente enfrentados paralelamente a um processo de desprivatização dos sistemas de saúde, entendida como estratégia central para a garantia do direito à saúde e para a construção de sistemas de saúde públicos e universais.
Proponente: Leonardo Vidal Mattos (Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ)
Encontro / Encuentro
Proponente: Patricia Isabel Garcia (Ministerio de salud)
Oficina / Taller
Proponente: Pedro Villardi (Internacional de Servicios Públicos)
Oficina / Taller
Ya cumplimos 27 años de existencia y seguimos trabajando en el reconocimiento de las
brechas de género presentes en todos los ámbitos, en la salud sexual y en la salud reproductiva
al alcance de todas y todos, al goce efectivo de los derechos sexuales y de los derechos
reproductivos, especialmente a la autonomía plena sobre nuestros cuerpos, a la humanización
de la atención en salud, al compromiso decidido a atender todas las formas de violencia que
padece más de la mitad de la humanidad y la población feminizada, a la inclusión, el
reconocimiento, al derecho a ser cuidadas después de cuidar y de cuidar a quien cuida. Luego
de la pandemia evidenciamos la debilidad, la vulnerabilidad, la soledad y la fragilidad, PERO
también la fortaleza, la sororidad, los vínculos sociales, las redes, las estrategias de
colaboración y acompañamiento; ahora queremos avanzar a mejores momentos y estados
juntxs.
En esta ocasión, además de vestirnos de gala para la juntanza y la celebración de los 27 años
de la red y de este caminar andando juntas, queremos darle la bienvenida a las generaciones
que nos sucederán en adelante y tomarán el legado que hemos forjado entre todas para
continuar trabajando en la agenda siempre colectivamente construida. En los últimos tiempos
estamos asistiendo a avances de las ultraderechas y a la polarización social en los países incluso
gobernados por gobiernos progresistas. La agenda de ultraderecha ha elegido al feminismo y
al movimiento lgttbi* como enemigo al cual acusa de mucho de los “males” del mundo.
Creemos que nuestra apuesta a los cuidados y al lazo social es precisamente lo que nos ubica
en la mira de estos proyectos extractivistas y deshumanizantes. Motivo por el cual nos
juntaremos nuevamente con la modalidad taller para hacer un análisis de situación regional
conjunto y una propuesta conjunta feminista e interseccional para el movimiento de salud
colectiva congregado en el Congreso de ALAMES
Proponente: Debora Judith Tajer (UBA/ALAMES)
Roda de conversas / Conversatorio
Taller con consignas sobre políticas públicas participación y ley de salud mental en contextos de vulnerabilidad
Proponente: Karina Martin (Municipalidad de Cordoba)
Dia 4 de agosto de 2025
14:00h às 18:00h
Oficina / Taller
A oficina abordará a aplicação de tecnologias inovadoras para enfrentar desafios de acesso à Atenção Primária à Saúde (APS) em territórios desassistidos. Serão exploradas ferramentas como Inteligência Artificial Geoespacial, Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARPs) e metodologias de geoprocessamento para mapeamento de barreiras ao acesso. A atividade incluirá discussões sobre desigualdades no acesso à saúde, apresentação de casos práticos e demonstrações de soluções tecnológicas para otimizar a cobertura e o planejamento em saúde.
Proponente: Antônio Diego Costa Bezerra (Universidade Estadual do Ceará – UECE)
Curso
A saúde mental é uma questão emergente no âmbito global, e as desigualdades sociais e econômicas, agravam essa condição, como aponta a OMS em sua revisão mundial (2022). Em todos os países, as pessoas mais pobres e desfavorecidas correm maior risco, sendo também as menos propensas a receber cuidados adequados. No Brasil, apesar dos avanços no acesso à saúde mental, especialmente após a reforma psiquiátrica, ainda há muito a ser feito. A saúde mental continua sendo afetada por diversos fatores, destacando a necessidade de políticas públicas qualificadas, especialmente em contextos de violência e vulnerabilidade social, nos quais nem sempre o primeiro cuidado em saúde mental é feito por profissionais da área, mas sim trabalhadores de organizações sociais.
A Redes da Maré, ONG que atua nas 15 favelas da Maré, tem desenvolvido projetos e pesquisas sobre saúde mental. Incorporando psicólogos em suas frentes de atuação, a instituição oferece acolhimento a vítimas de violência e amplia o olhar das equipes sobre as necessidades dos moradores. Por sua vez, sua parceira People’s Palace Projects desenvolve há 25 anos, 20 deles atuando no Brasil, projetos de pesquisa que visam entender os impactos do engajamento em criatividade e saúde mental, compartilhando conhecimento globalmente. A partir de uma contextualização de dados e exemplos de ações em territórios de favela, as duas organizações construíram um kit de Saúde Mental em Primeiros Cuidados Psicológicos (PCP), composto de cartilha e metodologia de treinamento, que foi utilizada em oficinas na Maré e Cidade de Deus, além de outras organizações em Goiás e no Rio de Janeiro.
Os Treinamentos “Primeiros Cuidados Psicológicos – Ajudando quem ajuda, cuidando de quem cuida”, são realizados desde 2022 e são destinados a profissionais baseados em organizações artísticas e culturais que trabalham com pessoas sujeitas a condições vulnerabilizantes e eventos que podem causar sofrimento mental. Nesse período os treinamentos tiveram um público de cerca de 200 pessoas, com participação de 26 ONGs e duas escolas. Nesta atividade é feita uma reflexão sobre os elementos que influenciam a saúde mental, os serviços públicos que podem ser acessados em caso de adoecimento, bem como as diversas formas que podemos promover o cuidado com esporte, arte, cultura, entre outros.
A proposta deste curso é apresentar as bases e metodologia deste material que pode ser discutido e adaptado para diferentes públicos e realidades. O kit de Saúde Mental é uma ferramenta potente para públicos que têm poucas oportunidades para discutir o tema, bem como de acesso a informações que dialoguem com suas realidades.
Proponente: Bruna Vanessa Dantas Ribeiro (People’s Palace Projects do Brasil)
Curso
Embora o Brasil permitir a realização do aborto em três situações (violência sexual, anencefalia e risco de morte da pessoa gentante), presenciamos um avanço do neoconservadorismo cristão no SUS. Em um cenário de falta de politicas públicas que garantam a disponibilidade de serviços de aborto legal -segundo o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (2023), apenas 1,8% das cidades brasileiras oferecem atualmente esse serviço-, se identificam multiplas barreiras para o exercicio do direito ao aborto, se destacando a objeção de consciência por questões de ordem moral e/ou religiosa.
Diante dessa realidade, o curso tem como objetivo problematizar as implicações éticas do exercício profissional e refletir, através de metodologías participativas, sobre como perspectivas teológicas de base cristã podem, em alguns momentos ser um obstáculo, mas também podem ajudar a construir pontes de acolhimento e respeito da autonomia dos/as profissionais e da pessoa atendida.
Proponente: Carla Angelini (Católicas pelo Direito de Decidir)
VII PRE CONGRESO DE LA RED LOMSODES 8
Proponente: Emira Imaña Maldonado (Miembro del Comité Ejecutivo de la Red LOMSODES )
Roda de conversas / Conversatorio
1. Bienvenida e introducción (20 min)
2. Intervenciones de las/os invitadas/os (30 min)
3. Conversación guiada (45 – 60 min)
4. Preguntas del público (20 min)
5. Cierre y síntesis (5 min)
Proponente: Iara Burgos Carrasco (Estudante de Fonoaudiologia da Universidad de Chile)
Encontro / Encuentro
O Pré-Congresso: Determinação socioambiental do processo saúde-doença: – a centralidade do trabalho e ambiente, que ocorrerá junto ao XVIII Congresso de Medicina Social e Saúde Coletiva, tem o propósito de refletir sobre a indissociabilidade do ambiente e trabalho na determinação socioambiental da saúde, a partir da integração das lutas dos movimentos sociais e sindicais, pesquisadores, gestores públicos, articulados pelo campo da saúde do trabalhador e saúde ambiental, para fins de construir uma agenda de discussão ampliada, orientada pela sustentabilidade, justiça social e pelos princípios da saúde da coletiva e medicina social, entre os países da América Latina.
Traz para o debate as profundas mudanças societárias do século XXI, com as transformações no mundo do trabalho, que avançam para o ciclo de uma nova matriz de reestruturação produtiva, baseada na acumulação flexível do capital, austeridade fiscal, desregulamentação do Estado, dos direitos trabalhistas e previdenciários, para transição de um sistema de dominação e subordinação ao capital internacional.
Todas essas dimensões do padrão de acumulação capitalista, ampliam desigualdades, precarizam as relações de trabalho, fraturam sistemas de proteção socioambiental e fragilizam a organização de movimentos sociais e sindicais na luta por direitos e ao ambiente saudável e sustentável.
A questão do capitalismo é a mesma origem q afeta os trabalhadores e o ambiente. Consequentemente, seus componentes de sobredeterminações no trabalho e ambiente impactam sobre a determinação socioambiental da saúde. E a mudança do clima, agrava desigualmente as populações, territórios e regiões, impondo pressões diretas e indiretas sobre o trabalho e o ambiente que resultam em vulnerabilidades individuais ou coletivas.
De acordo com a OMS, as mudanças do clima constituem a maior ameaça global à saúde, com potencial de “aniquilar o progresso dos últimos 50 anos na saúde global e na redução da pobreza, ampliando, desta forma, as iniquidades em saúde existentes entre diferentes populações e no interior das mesmas” (OMS, 2021).
A crise civilizatória decorrente do modo de produção capitalista, em contexto de emergência climáticas, tem como elemento central contra hegemônico a “emancipação”, capaz de rearticular a rede trabalho e ambiente, em seu aspecto temático e organizativo para construção de uma agenda de trabalho comum. Para isso, importante refletir sobre a emergência da questão social, gerada pelas grandes transformações sociais, políticas e econômicas produzidas e reproduzidas pela revolução indústria. A questão social, representa importante categoria central de análise, pois fundamenta a divisão entre os donos dos meios de produção, os trabalhadores e apropriação de riqueza socialmente produzida por uma minoria, em seus impactos na condição precária de vida e trabalho. Esses componentes dos mecanismos dos interesses de capital e do trabalho, são fundamentais para a organização da luta dos movimentos sociais e estratégicos na intersectorialidade entre trabalho, ambiente e ecossistemas, enquanto perspectiva de formas de se relacionar com a biosfera e a vida.
Conforme já afirmava Ulrich (1980), a problemática ambiental não é uma questão ecológica e sim resultado do colapso da sociedade industrial, portanto desacelerar o colapso ambiental, representa enfrentar os efeitos produzidos pela sociedade industrial. Nesse enfoque, Alana Moraes (2025) aponta para o problema do “colapso fóssil” nas emergências climáticas e a necessidade de uma transição para a vida terrestre, devido esgotamento das formas políticas produzidas na sociedade industrial e seus limites incapaz de alterar a velocidade da destruição ecológica, em suas múltiplas crises.
Agrava esse cenário, de crise civilizatória, a ideologia impetrada pelo atual governo imperialista do presidente dos Estados Unidos – Donald Trump, que ameaça à democracia, se impondo como poder único para o mundo, agindo contra à liberdade e autonomia dos povos e países. A linha política adotado pelos EUA, reprime o poder das instituições públicas, da ciência, dos imigrantes, ao mesmo tempo em que decreta importantes cortes em programa sociais e ambientais, com impactos globais à saúde dos povos.
Esses elementos apontam caminhos para organização e fortalecimento do movimento de luta operária, pela autonomia e bem viver em equilíbrio com os ecossistemas, a vida multiespécies, em contraposição a subordinação do trabalho e modos de vida destrutivos, impostos pelo capitalismo.
Nesse cenário não civilizatório, importante consolidar o posicionamento latino americano no campo da Saúde Coletiva e Medicina Social, no Pré-Congresso: Determinação socioambiental do processo saúde-doença: – a centralidade do trabalho e ambiente, construindo alianças para resistir e avançar em agendas que reivindiquem à saúde dos povos. Para isso, propõem-se a constituição de espaços para troca de experiencias de modelos de desenvolvimento social e econômico sustentável de base comunitária, como realizados pelos povos originários de comunidades tradicionais e outras inciativas bem sucedidas em rede. Também, a realização de diagnóstico dos países integrantes do pré-congresso, junto à governos progressista, sindicatos, movimentos sociais e universidades, para fins de construção da agenda em saúde, ambiente e trabalho da América Latina.
Neste aspecto, contribuições do documento da frente ampla (2022), que reuniu diversos especialistas do campo da trabalho e ambiente, elencou as seguintes prioridade para agendas políticas temáticas: 1) economia do cuidado x financeirização da vida; 2) modos de produção e destruição do meio ambiente e do trabalho; 3) extrativismo neocolonial dos corpos, povos e territórios; 4) territórios e terras livres para a soberania alimentar e da vida nos campos; 5) emergência climática e sujeitos da socio biodiversidade; 6) rios e oceanos: águas para a Vida ;7) energia para a soberania dos povos; 8) direito a cidades habitáveis e justas; 9) fundamentalismos e exclusões: 10) ameaças à terra e à socio biodiversidade; 11) estratégias pluralistas frente às estruturas racistas e patriarcais.
Eixos temáticos:
1) Circuitos do capital no século XXI, processos produtivos e os danos à saúde e ambiente, à dos trabalhadores (as) e à vida: perspectivas para uma agenda de lutas;
2) Determinação socioambiental da saúde como estratégia de ação no enfrentamento às iniquidades em saúde e seus processos nocivos em cenário de ameaças à soberania, à sustentabilidade e à solidariedade das comunidades de trabalhadores.
Programa:
9h00
Mesas
(Representação dos GT STT Abrasco, GT SA Abrasco, Red Salud Y Trabajo Alames)
(integrar representação de universidades, governo, representação de movimentos sociais e sindicais)
10h -intervalo
10h15 -11h15m – Espaço interativo de experiencias – Roda de Conversa
11h15 -12h -Apresentação de síntese de temas debatidos
12- Intervalo
14h00
Mesas
(Representação dos GT STT Abrasco, GT SA Abrasco, Red Salud Y Trabajo Alames)
(integrar representação de universidades, governo, representação de movimentos sociais e sindicais)
15h -intervalo
15h15 -16h15m – Espaço interativo de experiencias – Roda de Conversa
15h15 -17h -Apresentação de síntese de temas debatidos
17h -18h
Construção da agenda estratégica integrada saúde, trabalho e ambiente
Elaboração do Manifesto do I Encontro sobre Determinação socioambiental do processo saúde-doença: – a centralidade da saúde, trabalho e ambiente
Organizadores do Encontro Pré-Congresso:
Red Salud Y Trabajo – Alames
Fátima Sueli Ribeiro -Universidade Estadual do Rio de Janeiro (RJ), Brasil
Francisco González – Universidad Centroccidental “Lisandro Alvarado” Universidad Centroccidental Lisandro Alvarado (UCLA), Venezuela
Jairo Ernesto Luna-Garcia – Universidade Nacional da Colômbia (UNAL), Bogotá, Colômbia
Mauricio Torres Tovar – Universidade Nacional da Colômbia (UNAL), Bogotá, Colômbia
GT de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora – Abrasco
Maria Juliana Moura Corrêa – Cebes. Vice-presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS/Fiocruz), Rio de Janeiro (RJ), Brasil
Andréia Aparecida de Miranda Ramos – Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Juiz de Fora (MG), Brasil
Bruno Chapadeiro – Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio de Janeiro (RJ), Brasil
Maria Cristina Strausz -Fundação Osvaldo Cruz, Rio de Janeiro (RJ), Brasil
Heleno Rodrigues Correa Filho – Cebes. Escola Superior de Ciências da Saúde, Universidade do Distrito Federal, ESCS-UnDF, Brasília (BSB), Brasil.
GT de Saúde Ambiental – Abrasco
Lia Giraldo S. Augusto – Cebes. Fundação Oswaldo Cruz, Pernambuco (PE)- aposentada. Rede Interseccional de Saúde reprodutiva e Agrotóxicos, Brasil
Anamaria Tambellini – Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana -CESTEH/Ensp/Fiocruz, Rio de Janeiro (RJ), Brasil
Instituição do governo brasileiro
Rita Mattos – Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana -CESTEH/Ensp/Fiocruz, Rio de Janeiro (RJ), Brasil
Pedro Tourinho – Fundacentro, São Paulo (SP), Brasil
Luis Leão – Coordenação Geral de Saúde do Trabalhador – CGSAT/SVSA/Ministério da Saúde, Brasília (BSB), Brasil
Instituições de Ensino
Cristiane Lemmos – Universidade Federal de Goiás. (UFG), Goiás, Brasil
Patrícia Robinson- Movimento da Saúde dos Povos (People Health Movement), Escola de Saúde Pública (ESPRS), Rio Grande do Sul (RS), Brasil
Ary Carvalho de Miranda- Instituto Tricontinental de Pesquisa Social
Andrés Trotta – Universidad Nacional de Lanús, Instituto de Salud Colectiva- ISCo/UNLa, Argentina
Entidades não governamentais
ABA – Associação Brasileira de Agroecologia
ABRASTT- Associação Brasileira de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
RBJA- Rede Brasileira de Justiça Ambiental
APIB – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil
CONAQ- Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas
Frente Ampla em Defesa da Saúde dos Trabalhadores
ISP – Internacional de Serviços Públicos
RBJA- Rede Brasileira de Justiça Ambiental
Rede Nacional de Saúde Reprodutiva
Rede / movimentos /Fórum Nacional
Oficina / Taller
A oficina é uma iniciativa do OBSERVATÓRIO DA DESPRIVATIZAÇÃO DOS SISTEMAS DE SAÚDE, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – processo: 445648/2023-6, sediado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), coordenado pelo Grupo de Pesquisa e Documentação sobre Empresariamento da Saúde (GPDES), com apoio do Centro Brasileiro de Estudos a Saúde (Cebes). O Observatório conta com a participação de pesquisadores, instituições científicas e organizações sociedade civil do Brasil e da América Latina.
A oficina tem como objetivos: 1) discutir a desprivatização como estratégia para a construção de sistemas de saúde universais, considerando os desafios e possibilidades da conjuntura regional e global; 2) analisar políticas e reformas contemporâneas nos sistemas de saúde da região latino-americana, com foco nas relações público-privado e nos processos de privatização/desprivatização; 3) fomentar a construção de redes de pesquisa, agendas de investigação e propostas de intervenção em torno da desprivatização dos sistemas de saúde na América Latina; 4) elaborar um documento final com conclusões, proposições e encaminhamentos da oficina (carta, manifesto ou declaração).
Entende-se por desprivatização o conjunto de ações de retomada pelo poder público e pela população do controle, propriedade e gestão de serviços públicos como saneamento, esgoto, energia, transporte, educação, saúde, previdência e assistência social. O conceito refere-se aos processos políticos orientados para ampliação da esfera pública para garantia de direitos coletivos, que passam pela da redefinição das relações entre sociedade, Estado e mercados. E pela promoção de mudanças na produção e distribuição de recursos, bens e serviços essenciais associados ao bem-estar comum e à reprodução social.
Tal discussão se faz relevante no caso dos sistemas de saúde latino-americanos, que se deparam com grandes impasses políticos. Em momento histórico de acirramento das tensões sociais e geopolíticas, mecanismos democráticos tradicionais têm sido frágeis e insuficientes para a garantia do direito universal à saúde. Apesar da ampliação do financiamento público, aumento de coberturas, expansão da atenção primária, implementação de distintos modelos institucionais nas últimas décadas, o neoliberalismo deixou como legado sistemas de saúde privatizados, segmentados, fragmentados e distantes das necessidades de saúde das maiorias.
A diversificação das formas de mercantilização, a expansão das seguradoras e prestadores privados, o gerencialismo e a financeirização da acumulação levaram ao aumento das desigualdades no acesso aos cuidados de saúde, a elevação de custos, a reprodução da segregação e da exclusão, a implantação de modelos de atenção pouco efetivos, de baixa qualidade e distantes da realidade sanitária e social de nossos povos.
Mesmo quando propostas de reformas progressistas questionam o padrão de articulação público-privado e tentam fortalecer o papel do setor público no financiamento, organização e gestão dos serviços de saúde, os interesses econômicos e privilégios consolidados impõe barreiras para mudanças. Além disso, a radicalização da direita coloca em xeque até os tímidos avanços obtidos.
Estes elementos limitam os horizontes de justiça social e soberania sanitária. E só podem ser devidamente enfrentados paralelamente a um processo de desprivatização dos sistemas de saúde, entendida como estratégia central para a garantia do direito à saúde e para a construção de sistemas de saúde públicos e universais.
Proponente: Leonardo Vidal Mattos (Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ)
Encontro / Encuentro
Proponente: Patricia Isabel Garcia (Ministerio de salud)
Oficina / Taller
Proponente: Pedro Villardi (Internacional de Servicios Públicos)
Oficina / Taller
Objetivo: Qualificar profissionais de enfermagem da Atenção Primária à Saúde (APS) para identificar, abordar e intervir em situações de violência na prática assistencial de forma humanizada, integrada e multidisciplinar.
Método:
1. Abertura Teórica (15 minutos)
– Introdução sobre os tipos de Violência Interpessoal/Autoprovocada
– Importância da identificação precoce e intervenção
– Visão geral das políticas públicas de enfrentamento à violência e notificação
– Territorialização e sua importância para o cuidado em rede
– Apresentação do Centro de Atenção Multidisciplinar Integrado do Município do Rio de Janeiro
2. Atividade Prática 1: Dinâmica de Grupo (30 minutos)
– Divisão dos participantes em pequenos grupos
– Discussão de casos fictícios de violência
– Identificação de sinais não verbais e comportamentais de violência
3. Atividade Prática 2: Role-Playing (25 minutos)
– Simulação de atendimentos a vítimas de violência
– Prática de técnicas de abordagem humanizada e acolhedora
– Feedback dos colegas e facilitadores
4. Atividade Prática 3: (20 minutos)
– Trabalho em rede: Mapeamento de recursos locais e regionais que podem ser utilizados no atendimento a vítimas de violência.
– Discussão sobre estratégias para fortalecer a articulação entre os diferentes serviços e redes de apoio.
5. Discussão e Encerramento (30 minutos)
– Debate sobre as experiências das atividades práticas
– Reflexão sobre os aprendizados e aplicação no dia a dia da APS
– Compilação de ideias e sugestões para melhoria das práticas assistenciais
Público Alvo: Profissionais de enfermagem atuantes na Atenção Primária à Saúde, incluindo enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem.
Inovação e/ou Qualificação:
Além de enfatizar o papel ativo da equipe de enfermagem na identificação precoce e na intervenção adequada em situações de violência, também incentiva a qualificação profissional que emerge como desafio prioritário, exigindo não apenas um aprofundamento técnico, mas também uma sensibilização quanto à complexidade e delicadeza dessas situações. A identificação de ações intersetoriais, promove uma rede de apoio robusta e coesa, que articula os diferentes dispositivos da rede em prol de um atendimento integrado e eficiente.
Considerações/Aprendizados Esperados:
– Qualificar os profissionais de enfermagem na identificação de sinais de violência que vão além das evidências físicas.
– Desenvolver habilidades de comunicação e abordagem integral com as vítimas.
– Promover o trabalho colaborativo e a educação em saúde no contexto da violência.
– Reflexão do cuidado em rede a partir do trabalho multidisciplinar.
Observações:
– A oficina será facilitada por profissionais com experiência no manejo de violência na APS.
– Materiais necessários para a oficina incluem papel, canetas e materiais de role-playing que serão fornecidos pelas autoras da oficina.
Proponente: Rebeca de Araujo Duarte (SMSRio)
Presentación de trabajo
Programación didáctica de la presentación del trabajo:
I. Introducción
II. Desarrollo
III. Cierre
III. Apreciaciones y comentarios por parte del público
IV. Reflexiones para llevar a casa
Proponente: Ana Guadalupe Silva López (Universidad Nacional Autónoma de México – Facultad de Medicina)
Roda de conversas / Conversatorio
A roda de conversa tem como objetivo promover um espaço de trocas e reflexões coletivas sobre os caminhos atuais das reformas sanitárias no Brasil e na Itália, destacando suas origens históricas, conquistas, retrocessos e resistências frente aos processos de privatização e financeirização da saúde. O debate propõe um olhar crítico sobre os modelos de atenção e gestão em ambos os países, considerando suas especificidades político-institucionais, culturais e sociais, bem como os desafios comuns enfrentados no contexto neoliberal global.
Proponente: Bruno Gonçalves Gavião (Frente Nacional Contra a Privatização da Saúde)
Roda de conversas / Conversatorio
A atividade consiste em uma apresentação institucional sobre a RESP – Rede de Escolas e Centros Formadores em Saúde Pública de América Latina, com o objetivo de divulgar sua missão, seus eixos de atuação e os centros formadores e escolas que compõem a rede. Em formato de stand aberto ao público no horário designado, serão distribuídos materiais gráficos e haverá membros da secretaria executiva disponíveis para diálogo com o público.
Proponente: Eduardo Melo (ENSP/Fiocruz)
Roda de conversas / Conversatorio
A The Global Health Network (TGHN) é uma comunidade de prática global que conecta profissionais e organizações de pesquisa em saúde, promovendo equidade na condução e aplicação da pesquisa em diferentes contextos. Com uma plataforma digital colaborativa, a rede facilita o compartilhamento de conhecimento, ferramentas e recursos de acesso aberto, fortalecendo a integração entre pesquisa e prática.
Desde 2023, a TGHN expandiu sua atuação para a América Latina e o Caribe com a criação do hub regional TGHN LAC, unindo-se a outras regiões como África, Ásia, Oriente Médio e África. O objetivo? Fortalecer a soberania regional na produção científica, conectando instituições e pesquisadores para que o conhecimento gerado na região impacte de forma direta a saúde global, respeitando e integrando as realidades locais.
Nesta roda de conversa, vamos explorar juntos:
1. Como a TGHN LAC pode contribuir para a integração e fortalecimento da pesquisa na região?
2. De que forma a comunicação científica pode ser um motor para o desenvolvimento de comunidades de prática mais inclusivas?
3. Quais são os desafios e oportunidades para a construção de redes colaborativas e sustentáveis em saúde global?
Objetivos
Opresentar a experiência da The Global Health Network e do hub TGHN LAC na América Latina e Caribe.
️Discutir o papel da comunicação científica na construção e fortalecimento de comunidades de prática.
️Identificar desafios e oportunidades para a colaboração entre pesquisadores e instituições na região.
Refletir sobre estratégias para fortalecer a soberania científica e tecnológica na pesquisa em saúde.
Público-alvo
Pesquisadores(as), profissionais de saúde, acadêmicos(as) e todos que desejam contribuir para uma ciência mais equitativa e colaborativa na América Latina e Caribe.
Metodologia
A roda de conversa será um espaço interativo e dinâmico, promovendo a troca de experiências entre os participantes. Após uma breve apresentação da iniciativa TGHN e do hub TGHN LAC, abriremos um debate, incentivando reflexões, construção coletiva de soluções e novas parcerias.
Venha construir conosco um futuro mais equitativo para a pesquisa em saúde na América Latina e Caribe! Sua participação faz a diferença!
Proponente: Flávia Thedim Costa Bueno (Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz)
Roda de conversas / Conversatorio
Proponente: Gonzalo Moyano (Coordinador de la Red de Medicamentos da Alames)
Roda de conversas / Conversatorio
Esta atividade pretende apresentar as ações e a metodologia do projeto Participa Mais e debater a importância da participação social no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e na promoção dos direitos sociais. Discutir com os participantes os êxitos e desafios deste projeto é uma forma de ampliar o conhecimento sobre experiências e estratégias de mobilização popular promovidas pelo projeto e suas parcerias, mas também estimular a formação de multiplicadores(as) e o engajamento dos(as) participantes nestas ações que estão sendo implementadas para potencializar a participação em saúde no Brasil. Esta roda de conversa abrirá um espaço de troca de experiências e construção coletiva para incentivar a participação cidadã e o protagonismo de diferentes atores sociais na consolidação das políticas públicas de saúde e mobilização para futuras ações. Neste sentido, é também um momento para avaliar as metodologias e conquistas deste importante projeto que vêm sendo executado desde 2014 e aprimorado a cada ano, alcançando todas as regiões do Brasil.
Proponente: Henrique Aniceto Kujawa (Membro do Conselho Diretor do Centro de Educação e Assessoramento Popular do Rio Grande do Sul – CEAP-RS)
Roda de conversas / Conversatorio
A atividade tem como objetivo aprofundar o debate em torno das Ilhas de Calor Urbanas/ICUs que afetam milhões de pessoas no mundo, com consequências para a saúde e o bem-estar das pessoas que vivem nas cidades. Pretende discutir evidências científicas relacionadas ao tema saúde e mudanças climáticas, permitindo que profissionais compartilhem dados e experiências, promovendo o debate em torno das medidas de promoção, preventivas e estratégias de mitigação em prol da saúde da população.
Serão abordados os impactos na saúde pública e na cidade, associados às mudanças climáticas e às ICUs, alinhados sobretudo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis/ODS 3, 11, 13 e 17. Sabe-se que as ICUs são potencializadas em razão das mudanças do clima, sobretudo pelo aumento da temperatura global e pelo aumento da frequência anual das ondas de calor. A exposição ao calor extremo nas ICUs está associada tanto ao aumento da morbidade quanto da mortalidade, pelo agravamento de doenças crônicas, também sendo associadas à emergência e reemergência de doenças parasitárias e arboviroses.
O tema proposto requer uma abordagem interdisciplinar e a integração de diferentes áreas do conhecimento, essencial ao desenvolvimento de soluções mais eficazes e sustentáveis.
Desta forma, destaca-se a relevância de reunir especialistas, pesquisadores, profissionais dos Sistemas de Saúde do Brasil e América Latina e da saúde urbana para debater e pensar formas para o enfrentamento dos futuros desafios.
Proponente: Marcelo Guimarães Araujo (Núcleo de Gestão Urbana – ENSP/Fiocruz e CEBES)
Oficina / Taller
Junto a processos de violência estrutural vem sempre o silenciamento e a opressão dos corpos, da fala, da cultura. A violência é, portanto, um fenômeno, social, cultural, político, que pauta a colonialidade ao longo da história. O fenômeno da violência de gênero provoca sérias consequências para a vida das mulheres, haja vista as alarmantes taxas de feminicídios que têm como alvo preferencial mulheres jovens, periféricas e negras, tornando-se assim um grave problema da saúde pública e uma violação aos direitos humanos, nas trajetórias de sociedades pautadas em uma cultura patriarcal, capitalista. Segundo estudos realizados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2023, houve um aumento de todas as formas de violências contra as mulheres. O discurso de ódio, racista, machista e misógino, acirrado na atualidade, proporcionado pelo avanço da ultradireita conservadora vem contribuído com esse cenário, onde a intersecção entre os marcadores de gênero, raça, classe e território revela que as mulheres negras, seguem sendo as principais vítimas com taxas de 1,8 vezes mais chances de sofrerem um feminicídio, expressão máxima da violência de gênero, que as mulheres brancas. Apesar de todo o avanço no aparato legal de proteção as mulheres, no Brasil, graças as lutas dos movimentos sociais e feministas para a criação de leis como a Maria da Penha- Lei 11.340 de 2006, Lei do Feminicídio de número 13.104 de 2015, e ações e intenções que vem promovendo a igualdade de gênero em diferentes espaços, o cenário permanece recrudescido, apontando a necessidade de discutirmos estratégias e medidas de enfrentamento com os entes públicos e a sociedade civil para reverter tal cenário e garantir o direito a uma vida segura sem violência e com pleno exercício da cidadania por todas as mulheres, incluindo as mulheres trans. Assim, a oficina visa suscitar o debate e apontar possíveis ações que possam contribuir nas mudanças dessas estatísticas na luta contra todas as formas de violências sofridas pelas mulheres e garantia de direitos, por uma sociedade sem machismo, antipatriarcal, anticapitalista e antirracista. Conteúdo previsto a ser abordado: Desigualdades raciais e seus reflexos na reprodução da violência de gênero sobre os corpos e vidas das mulheres negras; a intersecção entre os marcadores de gênero, raça, classe e território na produção das violências; o racismo estrutural e como atravessa as práticas nos serviços de saúde e de segurança pública; o que nos dizem os números e taxas de feminicídios?
Proponente: Maria Edna B da Silva (UFAL/UEFS)
Curso
Este curso abordará algumas das múltiplas interfaces entre o campo da saúde e os sistemas raciais. Seu objetivo principal será compreender, a partir dos conceitos do campo das relações raciais, da análise de casos e relatos de pesquisa, e de experiências e relatos do cotidiano nos serviços assistenciais e outras esferas da saúde pública, os modos como opera a discriminação racial neste campo. Terão destaque os estudos críticos da branquitude, aporte e ferramenta teórica e metodológica dentro do esteio das teorias raciais críticas a partir do qual observar esses fenômenos.
Desse modo, espera-se dar forma e compreensão a diferentes modos como o racismo impacta a saúde, tomada em uma dupla dimensão: como conjunto corporificado das condições de existência das pessoas e populações e como arranjo político e organizacional para atender as necessidades em saúde de diversos grupos. Portanto, parte do campo das relações raciais para analisar as teorias e conceitos produzidos neste domínio, as práticas de assistência e cuidado, as condutas, as situações de saúde ou adoecimento de pessoas e populações e o ordenamento dos arranjos político-institucionais para intervir sobre isso.
Logo, espera-se com o curso percorrer e desvelar as três dimensões dentre as quais o racismo opera e se manifesta: interpessoal, institucional e estrutural, assim como o engendramento entre elas. Na contramão dos trabalhos que enfatizam a clínica, aspectos interpsíquicos ou subjetivos, focando da díade profissional de saúde – usuário do sistema de saúde, aqui será enfatizada a dimensão política deste fenômeno: a forma como a discriminação racial está expressa na consecução das políticas assistenciais e os mecanismos através dos quais esse fenômeno se sustenta.
A partir da apropriação e do uso dos conceitos de racismo, branquitude e contrato racial, este analisaremos destacadamente as políticas de saúde no país, em sua dimensão histórica e social, a partir de casos concretos de pessoas negras em busca de amparo para suas questões de saúde. Os caminhos percorridos para isso consubstanciaram a política de saúde a ser analisada, mostrando os efeitos da discriminação que, embora evidentes e explícitos em dados epidemiológicos, nem sempre revelam os mecanismos que a regem, os quais são comumente obliterados. Com este curso, espera-se evidenciar que operam sob uma lógica dialética e negativa, que agrega contradições supostamente inconciliáveis, condensadas na antítese cuidado e exclusão – que também poderia ser sintetizada no binômio branco e negro.
Deste modo, discriminação e a exclusão racial operam sob uma elipse, como é próprio da branquitude, sustentada pela instituição de normas e formas institucionais burocratizadas, nas quais encontram meios de se perpetuar. Assim instituída, como lógica particular de dominação racial – observada tanto no plano individual, onde está a trajetória singular das pessoas negras em busca de saúde, como no plano macropolítico, no qual saúde se conjuga às estruturas do Estado e formas do capital – exige que o racismo seja analisado nas ausências, lapsos e buracos, objeto fundamental de observação nesse curso.
Além de discutir como a discriminação racial contra o negro na saúde está alojada e ganha forma aparente nos hiatos, exatamente onde não se produz cuidado, assistência e bem-estar, apontando as contradições que tornam o SUS, como política de seguridade e direitos, o princípio da universalidade na assistência à saúde e a pauta da saúde da população negra como um enorme paradoxo, espera-se, com a delação deste conflito constitutivo de nossa saúde, contribuir para o avanço na busca de outros marcos civilizatórios, laços políticos e horizontes existenciais em direção a essa tarefa enorme e necessária de construir uma saúde pública sem racismo – que deve ser perseguida até ser efetivamente experimentada.
Proponente: Mônica Mendes Gonçalves
Oficina / Taller
A prática de estarcom denominada de Casulo é uma ação de dança expandida e de cuidado coletivo que acontece em roda: uma pessoa se deita no centro da roda, em contato bem próximo à terra, e as outras pessoas se movimentam silenciosamente ao seu redor, tocando sua pele com elementos como folhas, flores, sementes e pousando os mesmos em seu corpo. Entre sons, cantos, contatos, folhas, silêncios, árvores e outros seres, a relação de cuidado se estabelece. Cada pessoa recebe apoio e estados de presença para perceber seu corpo e as relações que se desvelam. O coletivo se atenta aos micromovimentos e às necessidades de cada momento. Essa é uma proposição contracoreográfica de cuidado, impulsionada pela perspectiva de Uma Só Saúde, como prática de suporte e escuta aos corpos em resistência ao capitalismo colonial contemporâneo e ao produtivismo que se sustenta na sobrecarga e na exploração das pessoas e dos territórios.
Proponente: Rosane Vianna Jorge (UFRJ)
Sala F9097 - Desafios para a Implementação da Política Nacional da Atenção Especializada na Amazônia
Roda de conversas / Conversatorio
Gestão do cuidado na Amazônia;
Regulação do acesso e transporte sanitário na Amazônia;
Regionalização, formulação do PAR e financiamento da AES na Amazônia; e
Saúde digital: desafios e oportunidades para a AES.
Proponente: Rosiane Pinheiro Rodrigues (Universidade do Estado do Pará)
Oficina / Taller
No campo da saúde coletiva, existe a tradição dos debates que pensam a saúde como um dos elementos do desenvolvimento. Uma das vertentes das teorias da dependência mais destacadas no Brasil considera que não há possibilidade de desenvolvimento nos países dependentes no âmbito do capitalismo, pois a divisão internacional do trabalho impõe à América Latina condições de intercâmbio desiguais. Essa vertente se chama Teoria Marxista da Dependência (TMD) e propõe uma compreensão sobre a economia política dos países da periferia do capitalismo.
A TMD define a superexploração da força de trabalho como uma categoria analítica que caracteriza a dependência. Essa estrutura tem como sua face mais visível: a remuneração da força de trabalho abaixo do seu valor; longas jornadas de trabalho; e a intensidade elevada do ritmo de trabalho, elementos que levam a um desgaste prematuro da força de trabalho, com sérias consequências sobre o fundo de vida dos trabalhadores. Mas há muitos outros aspectos, menos visíveis, para serem desvendados.
No setor de saúde brasileiro as condições de trabalho dos profissionais de saúde não escapa à superexploração, apesar de suas especificidades. É esta discussão que propomos. Primeiro faremos uma introdução à TMD e ao conceito de superexploração da força de trabalho; em seguida discutiremos os indicadores e as características da força de trabalho em saúde no Brasil, buscando a contribuição empírica dos participantes.
Esta Oficina é proposta pelo Grupo de Pesquisa Saúde, Sociedade, Estado, Mercado (SEM) e Projeto de Extensão da FSS/UERJ “Promovendo reflexões sobre o mundo do trabalho no capitalismo dependente: a situação das profissionais do Serviço Social e da Enfermagem” e tem como objetivo colaborar com a retomada da TMD no debate contemporâneo e inseri-la nas análises sobre o setor de saúde brasileiro. Busca-se promover uma reflexão entre os participantes a partir de suas próprias vivências e condições enquanto profissionais de saúde.
A superexploração é uma das faces mais perversas dos elementos estruturantes da dependência e vem se aprofundando com as mudanças no mundo do trabalho. Considera-se que este assunto deveria ser parte importante de uma agenda de pesquisa para a economia política da saúde no Brasil.
Proponente: Thauanne de Souza Gonçalves (Instituto de Medicina Social – Universidade do Estado do Rio de Janeiro – IMS/UERJ)
Roda de conversas / Conversatorio
Compartilhamento de informações e experiências para conscientização e práticas de promoção dos direitos reprodutivos e sexuais de adolescentes, independente do gênero, com deficiência mental ou cognitiva, no sentido de garantir o cuidado adequado, autonomia, a segurança e as dimensões biopsicossociais da saúde, a partir da identificação de recursos e dispositivos legais e de tecnologias em saúde e do fortalecimento de redes de apoio.
Proponente: Uliana Pontes (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Curso
Este curso analiza la intersección entre geopolítica, supremacismo y salud internacional, explorando cómo las dinámicas de poder global afectan los sistemas de salud y las políticas sanitarias en América Latina. Se abordarán las relaciones de dominación en la salud global, el impacto del neocolonialismo en la producción de conocimiento y la provisión de tecnologías sanitarias, así como las estrategias de resistencia y construcción de alternativas contrahegemónicas desde la salud colectiva.
El curso está dirigido a personas vinculadas a la salud colectiva en América Latina, incluyendo personal de salud, académicos y organizaciones de la sociedad civil, y se desarrollará en dos sesiones de 4 horas cada una.
Proponente: Juan Canella (Alames Argentina / Alames Bolivia)
Roda de conversas / Conversatorio
Se programa realizar un conversatorio abierto para reflexionar sobre los aprendizajes de la lucha por la salud en Argentina y el rol de la FAMG, así como pensar los desafíos futuros.
Proponente: Pilar Galende Villavicencio
Oficina / Taller
Como ensina Ailton Krenak, contar histórias é uma forma de adiar o fim do mundo. É fundamental, portanto, pensar a poesia em sua vertente ontológica, isto é, no sentido em que essa nos constitui como seres de linguagem e nos permite, através da experiência estética, produzir novos mundos.
A oficina “Poéticas das Saúdes” tem por horizonte a discussão acerca das intersecções entre criações poéticas (sob a forma de textos escritos, oralituras e saberes corporais) e práticas de produção de saúde. Parte-se do princípio de que a linguagem é constituinte essencial dos seres e que, portanto, é na narrativa que reside o potencial de recriação de nossas experiências de adoecimento e saúde(s). Para tal discussão, pretendemos partir de leituras conjuntas de textos curtos, com aportes da Literatura (Guimarães Rosa, Cortázar, Machado de Assis) e das Ciências Sociais e Humanas (Leda Maria Martins, Octavio Paz, Antônio Candido).
Dinâmica dos encontros: 2 encontros de aproximadamente 2 ou 3h de duração, com leituras e discussões conjuntas de textos curtos da Literatura e das Ciências Humanas.
Facilitador:
Cícero Nardini Querido é médico (2014) e mestre em Saúde Coletiva (2023) pela USP, além de estudante de Filosofia pela mesma instituição e docente do curso de Medicina da Universidade Municipal São Caetano do Sul – campus Bela Vista (USCS). Publicou, em 2023, o seu primeiro livro de poemas, intitulado Corisco. Participou do Curso Livre de Preparação de Escritores (CLIPE – modalidade poesia) da Casa das Rosas (SP) em 2024, e compõe a equipe de poetas do portal Fazia Poesia.
Proponente: Cícero Nardini Querido (Universidade de São Paulo (USP) / Universidade Municipal de São Caetano do Sul – USCS)
Curso
Se presentan las interfases de trabajo entre Psicoanálisis y Salud Colectiva que articulan la determinación social de los procesos de salud enfermedad atención con la constitución de los psiquismos.
Destacando los aspectos subjetivos de los procesos de Salud- Enfermedad- Cuidados (SEC), como los modos de singularización de cada sujetx en los marcos determinados por los procesos de desigualación de clase, género, raza, generación, etnía y sexuación desde una perspectiva interseccional, situada y decolonial.
Se trabajará como las prácticas grupales en psicoanálisis se destacan como estrategias ético-políticas que trascienden el abordaje individual al proponer formas colectivas de enfrentar las desigualdades estructurales y sus efectos subjetivos
Proponente: Dra. Debora Judith Tajer (UBA/ALAMES)
Oficina / Taller
La mercantilización de los servicios de salud tiene múltiples implicaciones tanto para las comunidades que los usan como para lxs trabajadores de la salud. Un instrumento fundamental para avanzar en la lucha por más derechos laborales y salud y seguridad en el trabajo es hacer realidad en las Américas la declaración de la OIT en su 111ª conferencia “la seguridad y salud en los lugares de trabajo como principio y derecho fundamental”; es decir debe ser un proceso transversal en todas las entidades y gobiernos que hacen parte de la OIT.
En diciembre de 2023, sindicatos de todas las Américas crearon La Federación de trabajadores de la salud de las Américas. Desde entonces este ha sido un espacio que le ha permitido a sindicatos de diferentes países de la región detenerse en estas implicaciones a la vez similares y específicas de los países, como por ejemplo la violación de la garantía del derecho fundamental a la salud, la informalización, la precariedad de las condiciones de trabajo, la sobrecarga laboral y riesgos para la seguridad y la salud en los lugares de trabajo y de los mismos trabajadores de la salud del sector público y privado, y en tener el enfoque de los sistema de salud más en los cuidados curativos que en los preventivos.
Esta experiencia los ha llevado a querer desarrollar un Observatorio de la Salud de lxs trabajadores de la salud, cuyo piloto se lanza en Colombia en el 2025. El objetivo de este Observatorio va a ser reunir informaciones y experiencias a partir de la perspectiva de lxs trabajadorxs de salud de Colombia (inicialmente) tanto del sector publico como del sector privado. Con base en estos datos, se pretende compartir qué desafíos los trabajadorxs han tenido para que les sea garantizado salud y seguridad en el trabajo.
Para tal, este panel propone reunir dirigentes sindicales y académicos para compartir, fortalecer y comentar esta experiencia, tanto del punto de vista analítico como desde la acción sindical-académica del Observatorio.
Metodología
Será un panel de 2 horas, con intervenciones cortas basadas en preguntas direccionadoras. Los panelistas incluyen:
• Dirigente sindical de la Federación que presentara la federación, así como la experiencia de trabajo en la región (podría ser Fabio y Calu)
• Dos instancias de dos países de la región que detalle como la mercantilización a debilitado el sistema de salud nacional y a la informalización de las condiciones de trabajo y los impactos en la seguridad y la salud en el trabajo (podría ser alguien de Brasil y alguien de Colombia o Chile, dependiendo quien presente a la federación)
• Representante de la Red salud y trabajo de ALAMES que detalle el piloto de observatorio que se desarrolló en Colombia (podría ser mejor alguien del Ferguson por la paridad de género)
Moderación por definir
Proponente: Pedro Villardi (Internacional dos Serviços Públicos)
Roda de conversas / Conversatorio
1. Contexto Latinoamericano actual y la crisis de la salud publica en tiempos neocoloniales y neoliberales.
2.Critica a las concepciones euro centradas en la odontologia: impactos en la enseñanza, servicios e investigacion.
2.1. El centrismo dentario
2.2. Inequidad en los paises de america latina
2.3. Enfermedades bucales desatendidas
3. Propuestas para la salud bucal del Siglo XXI, la clinica ampliada y la produccion de cuidado.
Proponente: Sergio Otero (Universidad Nacional Arturo Jauretche-Salud Publica, Bs As Argentina. Red salud bucal colectiva ALAMES)
Dia 5 de agosto de 2025
8:00h às 12:00h
Oficina / Taller
A oficina é uma iniciativa do OBSERVATÓRIO DA DESPRIVATIZAÇÃO DOS SISTEMAS DE SAÚDE, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – processo: 445648/2023-6, sediado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), coordenado pelo Grupo de Pesquisa e Documentação sobre Empresariamento da Saúde (GPDES), com apoio do Centro Brasileiro de Estudos a Saúde (Cebes). O Observatório conta com a participação de pesquisadores, instituições científicas e organizações sociedade civil do Brasil e da América Latina.
A oficina tem como objetivos: 1) discutir a desprivatização como estratégia para a construção de sistemas de saúde universais, considerando os desafios e possibilidades da conjuntura regional e global; 2) analisar políticas e reformas contemporâneas nos sistemas de saúde da região latino-americana, com foco nas relações público-privado e nos processos de privatização/desprivatização; 3) fomentar a construção de redes de pesquisa, agendas de investigação e propostas de intervenção em torno da desprivatização dos sistemas de saúde na América Latina; 4) elaborar um documento final com conclusões, proposições e encaminhamentos da oficina (carta, manifesto ou declaração).
Entende-se por desprivatização o conjunto de ações de retomada pelo poder público e pela população do controle, propriedade e gestão de serviços públicos como saneamento, esgoto, energia, transporte, educação, saúde, previdência e assistência social. O conceito refere-se aos processos políticos orientados para ampliação da esfera pública para garantia de direitos coletivos, que passam pela da redefinição das relações entre sociedade, Estado e mercados. E pela promoção de mudanças na produção e distribuição de recursos, bens e serviços essenciais associados ao bem-estar comum e à reprodução social.
Tal discussão se faz relevante no caso dos sistemas de saúde latino-americanos, que se deparam com grandes impasses políticos. Em momento histórico de acirramento das tensões sociais e geopolíticas, mecanismos democráticos tradicionais têm sido frágeis e insuficientes para a garantia do direito universal à saúde. Apesar da ampliação do financiamento público, aumento de coberturas, expansão da atenção primária, implementação de distintos modelos institucionais nas últimas décadas, o neoliberalismo deixou como legado sistemas de saúde privatizados, segmentados, fragmentados e distantes das necessidades de saúde das maiorias.
A diversificação das formas de mercantilização, a expansão das seguradoras e prestadores privados, o gerencialismo e a financeirização da acumulação levaram ao aumento das desigualdades no acesso aos cuidados de saúde, a elevação de custos, a reprodução da segregação e da exclusão, a implantação de modelos de atenção pouco efetivos, de baixa qualidade e distantes da realidade sanitária e social de nossos povos.
Mesmo quando propostas de reformas progressistas questionam o padrão de articulação público-privado e tentam fortalecer o papel do setor público no financiamento, organização e gestão dos serviços de saúde, os interesses econômicos e privilégios consolidados impõe barreiras para mudanças. Além disso, a radicalização da direita coloca em xeque até os tímidos avanços obtidos.
Estes elementos limitam os horizontes de justiça social e soberania sanitária. E só podem ser devidamente enfrentados paralelamente a um processo de desprivatização dos sistemas de saúde, entendida como estratégia central para a garantia do direito à saúde e para a construção de sistemas de saúde públicos e universais.
Proponente: Leonardo Vidal Mattos (Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ)
Encontro / Encuentro
Proponente: Patricia Isabel Garcia (Ministerio de salud)
Oficina / Taller
Proponente: Pedro Villardi (Internacional de Servicios Públicos)
Oficina / Taller
Ya cumplimos 27 años de existencia y seguimos trabajando en el reconocimiento de las brechas de género presentes en todos los ámbitos, en la salud sexual y en la salud reproductiva al alcance de todas y todos, al goce efectivo de los derechos sexuales y de los derechos reproductivos, especialmente a la autonomía plena sobre nuestros cuerpos, a la humanización de la atención en salud, al compromiso decidido a atender todas las formas de violencia que padece más de la mitad de la humanidad y la población feminizada, a la inclusión, el reconocimiento, al derecho a ser cuidadas después de cuidar y de cuidar a quien cuida. Luego de la pandemia evidenciamos la debilidad, la vulnerabilidad, la soledad y la fragilidad, PERO también la fortaleza, la sororidad, los vínculos sociales, las redes, las estrategias de colaboración y acompañamiento; ahora queremos avanzar a mejores momentos y estados juntxs.
En esta ocasión, además de vestirnos de gala para la juntanza y la celebración de los 27 años de la red y de este caminar andando juntas, queremos darle la bienvenida a las generaciones que nos sucederán en adelante y tomarán el legado que hemos forjado entre todas para continuar trabajando en la agenda siempre colectivamente construida. En los últimos tiempos estamos asistiendo a avances de las ultraderechas y a la polarización social en los países incluso gobernados por gobiernos progresistas. La agenda de ultraderecha ha elegido al feminismo y al movimiento lgttbi* como enemigo al cual acusa de mucho de los “males” del mundo.
Creemos que nuestra apuesta a los cuidados y al lazo social es precisamente lo que nos ubica en la mira de estos proyectos extractivistas y deshumanizantes. Motivo por el cual nos juntaremos nuevamente con la modalidad taller para hacer un análisis de situación regional conjunto y una propuesta conjunta feminista e interseccional para el movimiento de salud colectiva congregado en el Congreso de ALAMES
Proponente: Debora Judith Tajer (UBA/ALAMES)
Roda de conversas / Conversatorio
Taller con consignas sobre políticas públicas participación y ley de salud mental en contextos de vulnerabilidad
Proponente: Karina Martin (Municipalidad de Cordoba)
Curso
Este curso analiza la intersección entre geopolítica, supremacismo y salud internacional, explorando cómo las dinámicas de poder global afectan los sistemas de salud y las políticas sanitarias en América Latina. Se abordarán las relaciones de dominación en la salud global, el impacto del neocolonialismo en la producción de conocimiento y la provisión de tecnologías sanitarias, así como las estrategias de resistencia y construcción de alternativas contrahegemónicas desde la salud colectiva.
El curso está dirigido a personas vinculadas a la salud colectiva en América Latina, incluyendo personal de salud, académicos y organizaciones de la sociedad civil, y se desarrollará en dos sesiones de 4 horas cada una.
Proponente: Juan Canella (Alames Argentina / Alames Bolivia)
Roda de conversas / Conversatorio
1. Contexto Latinoamericano actual y la crisis de la salud publica en tiempos neocoloniales y neoliberales.
2.Critica a las concepciones euro centradas en la odontologia: impactos en la enseñanza, servicios e investigacion.
2.1. El centrismo dentario
2.2. Inequidad en los paises de america latina
2.3. Enfermedades bucales desatendidas
3. Propuestas para la salud bucal del Siglo XXI, la clinica ampliada y la produccion de cuidado.
Proponente: Sergio Otero (Universidad Nacional Arturo Jauretche-Salud Publica, Bs As Argentina. Red salud bucal colectiva ALAMES)
Oficina / Taller
O apoio matricial como tecnologia social brasileira, contribui para processos de conexão e colaboração em rede. Foi desenvolvido para apoiar a execução prática do pilar da integralidade no Sistema Único de Saúde no âmbito da atenção em saúde mental. Conta como uma de suas ferramentas estratégicas, a educação em saúde que, com grande frequência, toma a forma de educação permanente ou continuada em saúde. Especialistas em saúde mental dominam a condução de processos de cuidado em saúde mental, mas não necessariamente dominam processos de conexão, colaboração e formação no/para o trabalho. Há necessidade de se construir e aprimorar ferramentas para realizar transformação social em saúde, e a oficina proposta apoiará a produção de conhecimentos e ferramentas práticas que tenham essa finalidade.
Propomos uma oficina de mapeamento e qualificação dos processos de colaboração em rede, com base nas ferramentas de educação em saúde. A proposta é direcionada para as equipes que realizam – ou gostariam de realizar – trabalho colaborativo em rede na América Latina.
Pretendemos obter como um produto da oficina, uma ferramenta de mapeamento das diversas formas de existência do trabalho colaborativo em saúde na América Latina em que se possam identificar estratégias e ferramentas. O segundo produto que pretendemos obter é a validação e aprimoramento de um processo formativo de qualificação das habilidades de análise de redes e de ativação de recursos de conexão e colaboração intra e intersetorial, a partir da ferramenta das oficinas emancipatórias.
A educação emancipatória é proposta como metodologia, por possibilitar que estudantes, pesquisadores(as), trabalhadores(as) da assistência e gestores(as) se localizem no processo de produção em saúde assumindo-se como autores, em lugar de instrumentos do processo de trabalho.
Trabalhadore(as) capazes de identificar seu objeto de trabalho têm maior clareza na escolha de instrumentos e podem orientar conscientemente suas ações pelas finalidades de emancipação humana. Apropriados dessa clareza, pretende-se que participantes tenham melhores condições de se engajarem no planejamento de ações com potencial de identificar as necessidades sociais e de saúde das populações, bem como os instrumentos de que dispõem para responder a elas, qualificando o exercício da prática do trabalho colaborativo em rede e apoio matricial em diferentes realidades de cuidado em saúde. Conhecer diferentes arranjos do trabalho colaborativo em rede e apoio matricial na América Latina será potente tanto para os participantes da oficina, de forma a possibilitar um espaço de troca de experiências de tais organizações e também de aprendizagem mútua de formatos de espaços de gestão do trabalho e do cuidado que tenham os trabalhadores e trabalhadoras no centro do processo.
Objetivos:
Realizar mapeamento inicial das diversas formas de existência do trabalho colaborativo em saúde na América Latina;
Apresentar e aprimorar ferramenta educativa de qualificação do trabalho colaborativo em rede e apoio matricial no contexto da América Latina;
Elaborar, por meio dos registros do processo, produto técnico que compile mapeamento de estratégias de trabalho colaborativo em saúde latinoamericano, subsidiando estudos e práticas sobre a temática.
Metodologia:
A educação emancipatória possibilita a estudantes, pesquisadores(as), trabalhadores(as) da assistência e da gestão que percebam seu papel e contribuição no sistema de produção em saúde e que analisem o que está em jogo nas propostas técnico-assistenciais de que fazem parte. Operacionalizada na forma de oficinas emancipatórias a educação emancipatória prevê a produção coletiva de conhecimento entre as experiências reais e a mediação do processo. Descrevem-se 5 momentos do processo ensino-aprendizagem, que conformam ciclos de reflexão crítica com finalidade de transformar práticas:
Encontro – parte-se das experiências concretas das pessoas participantes;
Problematização – a realidade é analisada em suas contradições, problemas e possibilidades de solução;
Instrumentalização – novos conhecimentos teóricos e técnicos são apresentados ao grupo para confrontar explicações iniciais e avançar na análise crítica;
Síntese – novo conhecimento é produzido coletivamente;
Novas práticas – é esperado que novas práticas resultem de uma nova forma de apreender a realidade, e identificar o objeto de intervenção.
Como resultado da oficina espera-se que participantes apreendam algumas ferramentas de análise de seus processos de trabalho no que tange a conexão e colaboração em rede. Por meio dessa análise é possível desenvolver instrumentos alinhados com a transformação social necessária em saúde coletiva, assim como aproximação com realidades e arranjos diversos sobre trabalho colaborativo em rede e apoio matricial.
Público Alvo:
A oficina se construirá sobre as experiências de participantes com ensino, pesquisa, gestão e assistência em saúde. Participantes com qualquer grau de experiência nesses campos, terão condições de participar (estudantes, profissionais, formadores, docentes).
Proponente: Alana de Paiva Nogueira Fornereto (Universidade Federal de São Carlos)
Oficina / Taller
Este taller busca brindar recursos para que los/as profesionales de la salud acompañen a las personas gestantes durante el embarazo. Para ello, se desarrollarán contenidos teórico-vivenciales relativos al comportamiento fisiológico del suelo pélvico desde el reconocimiento propioceptivo y el movimiento para favorecer su cuidado durante el proceso de atravesamiento del bebé durante el trabajo de parto y el parto.
Para ello, nos proponemos generar un espacio de encuentro en el cual realizar una práctica colectiva segurizante y cuidadosa que integre el contacto, la diversidad y la historia singular de quienes asistan .
Está dirigido a médicos/as generalistas, licenciados/as en obstetricia; obstetras; enfermeros/as; kinesiólogos/as; fisioterapeutas y todos/as aquellos que participen del acompañamiento perinatal.
Se espera que del encuentro surja un documento que sintetice los contenidos transitados en el taller; los aportes colectivos emergentes del análisis de las prácticas y propuestas estratégicas emergentes que sean un aporte al campo de parto respetado.
Objetivos
– Abordar la anatomía de la pelvis y del suelo pélvico desde el conocimiento de las estructuras anatómicas.
– Explorar ejercicios que sumen flexibilidad y sensibilidad con el objetivo de prevenir lesiones
– Revisar conceptos y prácticas presentes e Identificar saberes hegemónicos y subalternizados que operan en el campo de la salud perinatal.
Proponente: Anabela Lozano (Personal de salud)
Roda de conversas / Conversatorio
A roda de conversa propõe uma reflexão crítica sobre a interseção entre educação, saúde e desigualdade, destacando os impactos da violência sobre mulheres negras e em situação de vulnerabilidade socioeconômica no Brasil. A partir de uma perspectiva histórica e interseccional, serão discutidos os desafios estruturais que perpetuam essa realidade e o papel da educação na construção de políticas públicas eficazes. O objetivo central é fortalecer a formação crítica de profissionais da saúde, promovendo um sistema de saúde mais equitativo e sensível às desigualdades sociais. Além disso, será debatida a inclusão de temas sobre marcadores sociais e violência de gênero.
Proponentes: Caio Vieira de Barros Arato, Luciane Miranda Guerra (Unicamp), Brunna Verna Castro Gondinho (UESPI)
Cine documental
“Expressões de racismo no trabalho de ACS” é o título da série de vídeos que faz parte dos produtos da pesquisa que teve o mesmo nome. Agentes Comunitárias de Saúde (ACS), mulheres, negras, dos municípios fluminenses de Duque de Caxias, São Gonçalo e Rio de Janeiro relataram experiências e análises situadas a partir do trabalho como ACS. Nesta roda de conversa, exibiremos uma parte do video e promoveremos um debate com os participantes. O objetivo é estimular o diálogo e o compromisso antirracista no SUS, destacar o seu vínculo com a complexidade do trabalho de ACS, e difundir este material que pode ser usado em espaços de formação em saúde.
Proponente: Camila Furlanetti Borges (Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio)
Relato de experiencias
Presentacion audiovisual
Proponente: Duran Rosana Lucrecia (Docente de la Facultad de Humanidades y Ciencias Sociales- UNJU)
Encontro / Encuentro
Objetivos:
• Promover diálogos para avançar rumo à garantia do direito universal à saúde para todas as pessoas na Região das Américas;
• Discutir as perspectivas de construção e integração de redes de atenção à saúde para o fortalecimento dos sistemas universais de saúde e a concretização da saúde universal;
• Conhecer experiencias de países da Região das Américas na construção e concretização do direito à saúde por meio de redes de atenção à saúde;
• Identificar elementos que possam subsidiar o fortalecimento do Sistema Único de Saúde brasileiro, as redes de atenção e promover o acesso da população aos serviços e ações de maneira oportuna, integrada, integral, eficiente, com qualidade e equidade.
Proponente: Julio Pedroza Toríbio (OPAS/OMS, CEBES e Ministério da Saúde do Brasil)
Oficina / Taller
Apresentação
Equipes de pesquisa enfrentam desafios comuns na condução de estudos primários ou secundários. Embora existam soluções, ferramentas e treinamentos acessíveis, os pesquisadores muitas vezes permanecem isoladas ao projetar, planejar, executar e relatar seus estudos. Documentar esses desafios e as respectivas soluções facilita a disseminação de boas práticas e impulsiona pesquisas mais eficientes e baseadas em dados.
Neste contexto, foi desenvolvida uma abordagem prática inspirada no conceito de “estudo dentro de um estudo”, denominada Pathfinder, como uma abordagem prática que complementa os estudos tradicionais. Seu objetivo é identificar e registrar as etapas necessárias para a realização do estudo principal; acompanhar métricas essenciais (tempo e recursos) para a criação de um mapa de processos; apoiar a identificação de barreiras e possíveis soluções; documentar e compartilhar ferramentas, métodos, tecnologias e processos de governança associados aos desafios enfrentados pelo estudo principal.
A presente oficina tem como objetivo apresentar o conceito, as ferramentas, os benefícios e os resultados do uso da metodologia Pathfinder, incentivando sua adoção com o apoio da Rede Global de Saúde da América Latina e Caribe (TGHN LAC; https://lac.tghn.org/proyectos-pathfinder/). Exibir exemplos práticos de Estudos Pathfinder aplicados em nível regional e local.
Público-alvo
Pesquisadores, profissionais de saúde, acadêmicos e demais interessados em aprimorar suas pesquisas com o uso de metodologias estruturadas e participativas.
Objetivo
Introduzir o conceito, as ferramentas, os benefícios e os resultados do Pathfinder, enquanto um estudo de suporte metodológico, incentivando os participantes a aplicarem em suas pesquisas para melhorar a documentação de processos, a resolução de desafios e o compartilhamento de boas práticas.
Duração
4 horas
Metodologia
A oficina será interativa e estruturada em quatro momentos principais, que contemplam reflexão, apresentação expositiva teórica, atividade prática e discussão coletiva:
1. Quebra-gelo e Reflexão inicial “Quais os desafios ao conduzir uma pesquisa em saúde? Como os superou?”. Troca de ideias entre os participantes para estabelecer conexão com o tema.
2. Apresentação da Metodologia Pathfinder: Explicação sobre sua origem, objetivos e desdobramentos, com exemplos práticos de aplicação na pesquisa em saúde.
3. Construindo uma Matriz Pathfinder: Atividade prática em que os participantes poderão identificar e registrar etapas de pesquisa a serem mapeadas com o Pathfinder;
4. Discussão e Conclusão: Reflexão coletiva sobre os desafios comuns enfrentados por pesquisadores e como a metodologia pode ser aplicada em seus contextos. Compartilhamento de insights e encaminhamentos para a aplicação futura da metodologia.
Proponente: Larissa Pruner Marques (Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz Rio de Janeiro)
Auditório F51 - Dados em Ação: Imersão em Busca, Análise e Interpretação de Dados Secundários do SUS
Oficina / Taller
Ementa: A oficina “Dados em Ação: Imersão em Busca, Análise e Interpretação de Dados Secundários do SUS” oferece aos participantes habilidades práticas e teóricas para efetuar a busca, análise e interpretação de dados secundários disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Destinada a estudantes, pesquisadores e profissionais da saúde, a oficina visa capacitar os participantes a utilizarem os dados para desenvolvimento de pesquisas, monitoramento e avaliação de políticas públicas de saúde.
Objetivos:
Compreender a estrutura do banco de dados do SUS.
Aprender a buscar e extrair dados de forma eficiente.
Desenvolver habilidades em análise e interpretação de dados para aplicação em contextos reais.
Programação Didática:
8:00 – 8:30 | Introdução ao Sistema Único de Saúde e seus Dados Secundários
Boas-vindas e apresentação dos objetivos da oficina.
Breve explicação sobre o que são dados secundários e sua importância no contexto do SUS.
8:30 – 9:30 | Módulo 1: Acesso aos Dados
Visão geral das plataformas de dados do SUS (DataSUS, SIH, SINAN, entre outros).
Demonstração prática de como acessar e baixar dados.
9:30 – 10:30 | Módulo 2: Ferramentas e Técnicas de Análise de Dados
Introdução a ferramentas analíticas básicas (Excel, R, Python).
Prática guiada: Manipulação e limpeza de dados.
10:30 – 10:45 | Intervalo
10:45 – 11:45 | Módulo 3: Interpretação e Aplicação de Dados
Técnicas de interpretação de dados para informar decisões de saúde pública.
Estudo de caso: Análise de um conjunto de dados específico do SUS.
11:45 – 12:00 | Encerramento e Discussão
Espaço para perguntas e discussões sobre os conteúdos abordados.
Orientações para aplicação prática dos conhecimentos adquiridos e continuidade do aprendizado.
Proponente: Márcio Cristiano de Melo
Curso
O modelo PRECEDE-PROCEED (MPP) é uma ferramenta metodológica, utilizada para delinear intervenções comunitárias participativas, incorporando em sua estrutura planejamento, intervenção e avaliação, com vistas à promover melhorias na saúde. Criado por Green e Kreuter, entre 1970-1990, é utilizado em diversos contextos de pesquisa participativa baseada na comunidade, a partir das necessidades locais de saúde, produzindo evidências resultantes das próprias vivências. Objetiva-se socializar o modelo PRECEDE-PROCEED e sua aplicabilidade em pesquisas em saúde, no âmbito hospitalar e em saúde coletiva. O MPP, é composto por 2 etapas e 8 fases, incluindo diagnósticos, intervenções e avaliações. Sendo elas: a) Etapa PRECEDE: Fase 1-Avaliação social; Fase 2 -Avaliação Epidemiológica I – saúde da população e II – fatores comportamentais e ambientais; Fase 3-Avaliação Educacional e Ecológica: fatores predisponentes, facilitadores e de reforço; Fase 4-Programas de Saúde e Desenvolvimento de Políticas: Estratégias de intervenção, implementação e avaliação; b) Etapa PROCEED: Fase 5-Avaliação de Processo; Fase 6-Avaliação de curto prazo; Fase 7-Avaliação de médio prazo; Fase 8-Avaliação de longo prazo. Para a implementação das 8 fases do MPP, são utilizadas como ferramentas: análise documental, entrevistas, observações participativas, grupos focais, World Café, dentre outros. Para análise poderão ser utilizados os seguintes instrumentos: SPSS, o software IRaMuTeQ®, a Escala de Likert e Análise de conteúdo de Bardin e outros. O MPP é relevante por diagnosticar, intervir e avaliar práticas em saúde, a partir de demandas reais sinalizadas pelos participantes. A aplicabilidade do MPP em suas diferentes fases, possibilitará ao participante do curso conhecer a construção de diagnósticos, planejamento de intervenções a partir destes diagnósticos e realizar avaliações que reorientarão saberes e práticas.
Proponente: Maria Helena Mendonça de Araújo (Maria Helena Mendonça de Araújo)
Roda de conversas / Conversatorio
A Promoção da Saúde nas Políticas Públicas: vozes e saberes refere-se ao processo de integração da promoção da saúde como uma estratégia central nas políticas públicas, envolvendo a participação ativa de diversos setores, atores e a valorização dos saberes e experiências da população. A promoção da saúde exige uma abordagem participativa, que envolva usuários, movimentos sociais, trabalhadores do setor de saúde e outros setores, como educação e habitação, transporte e outros serviços, para garantir que as ações sejam relevantes e eficazes. Valoriza os saberes e experiências da população, reconhecendo que a saúde é um processo social e cultural, e não apenas um problema técnico ou médico.
A proposta é apresentar um panorama da visão da população sobre a Promoção da Saúde e como percebem esse enfoque nas Políticas Públicas, resultado de uma enquete realizada com varias pessoas da população em geral. Promover um debate sobre as visões captadas e sua repercussão nas politicas publicas. O objetivo é produzir reflexões e busca estabelecer conexões entre a PS e melhorar a qualidade de vida, na redução de vulnerabilidades e desigualdades, considerando os determinantes sociais da saúde e promovendo a autonomia e a participação social como elementos de mudança da realidade nas comunidades, territórios e cidades, bem como nos espaços de formação.
Proponente: Maria Lucia Freitas dos Santos (UFRJ e CEBES)
Roda de conversas / Conversatorio
Proponente: Maritza Marcela Valeria Quilapan (Coordinadora internacional de ALAMES-Chile)
Curso
O curso abordará a gênese da depressão e da bipolaridade a partir da teoria da determinação social do processo saúde-doença.
Proponente: Melissa Rodrigues de Almeida (UFPR)
Oficina / Taller
A oficina propõe uma abordagem crítica e reflexiva sobre os desafios e possibilidades da interprofissionalidade na Atenção Primária à Saúde (APS), com base nas diretrizes do SUS e nas políticas públicas de saúde. Visa fomentar a compreensão dos conceitos de trabalho interprofissional e colaborativo, analisar os obstáculos enfrentados pelas equipes multiprofissionais, e propor estratégias para o fortalecimento do cuidado integrado e centrado nas necessidades dos usuários.
Objetivos de aprendizagem:
1. Compreender os fundamentos teóricos e políticos da interprofissionalidade na APS.
2. Identificar os principais desafios e barreiras na atuação interprofissional.
3. Analisar experiências práticas e propor estratégias colaborativas para a superação de desafios.
4. Estimular a comunicação, o respeito e a corresponsabilização entre os diferentes profissionais da APS.
Conteúdos programáticos:
1.Conceitos de interprofissionalidade, interdisciplinaridade e multiprofissionalidade.
2. Diretrizes do SUS e políticas nacionais para o fortalecimento do trabalho interprofissional (do NASF à eMulti).
3. Barreiras e facilitadores para o trabalho colaborativo na APS.
4. Estratégias de formação e qualificação de equipes interprofissionais.
Metodologia:
1. Exposição dialogada
2. Dinâmicas participativas
3. Estudo de caso
4.Trabalho em grupo
5. Plenária final
Avaliação:
Participação nas atividades, envolvimento nas discussões em grupo e contribuição nas propostas finais. Avaliação coletiva ao final da oficina.
Proponente: Michael Ferreira Machado (Universidade Federal de Alagoas (UFAL))
Roda de conversas / Conversatorio
A desigualdade de acesso e cuidado a saúde de mulheres é uma questão posta em sociedades marcadas por uma cultura patriarcal e pelas opressões de gênero, classe, sexuais e raciais. Além das questões estruturais e multifatoriais que atravessam as vulnerabilidades caracterizadas pela desigualdade econômica e salarial entre as mulheres e homens, a violência de gênero, escolaridade, entre outros fatores; há toda uma construção do mundo social baseada em diferenças e hierarquias de poder entre o par masculino/feminino que constitui nossas sociedades reproduzindo uma assimetria de gênero e impactam a questão da saúde. O objetivo dessa Roda de Conversa é trazer a discussão sobre o atravessamento das desigualdades de gênero na assistência e cuidado em saúde. Conteúdo: Fatores das desigualdades de gênero na saúde; a teoria social do gênero; impacto da violência contra as mulheres e preconceitos contra as mulheres trans na saúde feminina. Bibliografia: Goes EF, Nascimento ER. Mulheres negras e brancas e os níveis de acesso aos serviços preventivos de saúde: uma análise sobre a desigualdade. Saúde Debate;37, (99)571-9,2013 [acesso em 20 fev 2025]. Disponível em: Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-11042013000400004&lng=es; Observatório Brasil da Desigualdade de Gênero. Saúde integral das mulheres, direitos sexuais e direitos reprodutivos [acesso em 12 de dez 2024]: Disponível em: http://www.observatoriodegenero.gov.br/menu/areas-tematicas/saude; Scott J. Gender: a useful category of historical analysis. In: Scott, J. Gender and the politics of history. New York: Columbia University Press, p. 28-50, 1988Vieira PR, Garcia LP, Maciel ELN. Isolamento social e o aumento da violência doméstica: o que isso nos revela? Rev Bras Epidemiol. 2020;23:E200033 [acesso em 10 dez 2024]. Disponível em: Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/rbepid/v23/1980-5497-rbepid-23-e200033.pdf.
Proponente: Mirian Teresa de Sá Leitão Martins (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)
Roda de conversas / Conversatorio
Nesta Roda de Conversa, será apresentado o “Jogo da Vida Real”, uma ferramenta lúdica, em formato de jogo de tabuleiro, elaborada pelo projeto de extensão “Construindo Pontes” (UFRJ), que convida a refletir sobre os determinantes e marcadores sociais que interferem no acesso e realização escolar e profissional, atingindo principalmente grupos socialmente marginalizados. Serão partilhadas as ideias que colaboraram para a construção do jogo e as diversas inequidades sociais abordadas, fomentando o debate sobre como trabalhar o letramento em cidadania de forma lúdica e acessível e, assim, colaborar para o protagonismo no combate às desigualdades sociais.
Proponente: Raisa Soares Estevão da Graça (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Oficina / Taller
Como elaborar projetos de pesquisa, artigos científicos e relatos de experiência para eventos acadêmicos a partir das vivências do trabalho em serviços de saúde, fortalecendo a conexão serviço-pesquisa. Estratégias para planejamento e gerenciamento de tempo e recursos para a produção acadêmica. Esta atividade faz parte do projeto de extensão Construindo Pontes (UFRJ) e terá certificado pelo projeto. Saiba mais em @construindopontesufrj
Proponente: Uliana Pontes (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Curso
A relação entre características do trabalho e efeitos à saúde do trabalhador(a) vem sendo amplamente estudada e descrita na literatura. A saúde mental, atendendo as mudanças na NR-1(MTE 1449/2024), tem sido colocada em pauta e no centro do debate das relações trabalhistas, vez que tem sido ampliada a responsabilidade dos empregadores na proteção do ambiente de trabalho. Assim, a partir da compreensão de que aspectos psicossociais que afetam a Saúde Mental do Trabalhador devem ser obrigatoriamente incluídos no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e a identificação e o gerenciamento dos mesmos, como estresse, assédio, sobrecarga mental e o adoecimento mental, propriamente dito, esforços vêm sendo registrados na construção de modelos teóricos – metodológicos que buscam esclarecer esta relação. Além da pandemia de COVID-19, cujos impactos à saúde, especialmente do trabalhador (a), ainda não foram completamente dimensionados, as novas relações de trabalho, a precarização e a reforma trabalhista tem notadamente gerado período de incertezas, medos, anseios e, consequentemente, elevados níveis de estresse, ansiedade, sentimentos de vulnerabilidade e adoecimento mental. Neste sentido, explorar instrumentos capazes de identificar o adoecimento mental da população por meio de pesquisas epidemiológicas pode favorecer o conhecimento do perfil de adoecimento populacional e os principais fatores associados e ele, bem como estabelecer prioridades de intervenção.
A presente proposta de minicurso busca discutir ferramentas de identificação de transtornos mentais e ações de vigilância em saúde mental e trabalho, por meio de apresentação que Incluirá: instrumentos de identificação de morbidade psíquica em populações urbanas (SRQ-20; PHQ – Depressão, Ansiedade, Pânico, Somático; MSQ- Qualidade do sono; CAGE – Transtorno de uso abusivo de álcool; GAD-7- Transtorno de ansiedade generalizada; PCL-C – Transtorno de Estresse Pós-Traumático); e discutir modelos de intervenção com base em ações com foco no indivíduo, na rede de atenção do SUS e nas organizações de trabalho, focalizando modelos para a reabilitação psicossocial, compartilhamento de modos de vida e estratégias de enfrentamento dos impactos da pandemia na saúde mental das populações, em especial, os trabalhadores (as).
Proponente: Ariane Cedraz Morais (Universidade Estadual de Feira de Santana)
Curso
8h às 10h
O CEIS como paradigma de uma nova geração de políticas públicas (parte I)
Dinâmica do capital na saúde e desafios do SUS e do acesso universal: pilares teóricos do CEIS; morfologia; assimetrias em CT&I; dinâmica competitiva dos subsistemas e seus principais atores
10h às 12h
O CEIS como paradigma de uma nova geração de políticas públicas (parte II)
Limites estruturais para a ampliação de direitos em um contexto de regressão produtiva, tecnológica e comercial; CEIS: base material do SUS
14h às 16h
Oportunidades para o desenvolvimento do CEIS: transição ecológica e digital
Demanda pública como instrumento estratégico para o desenvolvimento do SUS e do Brasil
Proponente: Carlos Augusto Grabois Gadelha (Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca)
Oficina / Taller
Primer Momento Conversatorio: Sistuación Actual De Sistemas De Salud En Latinoamerica; Momento Dos: Avances, Tensiones Y Desafios De Las Reformas En Salud En Latinoamerica; Fortalecimiento Organizativo De La Red Alames En Sistemas Politicas De Salud
Proponente: Claudia Beatriz Naranjo / Carolina Teltelboin (ALAMES COLOMBIA)
Oficina / Taller
Objetivo: Impulsar la creación de una red sindical regional del sector salud en América Latina y el Caribe, orientada a fortalecer la acción colectiva en defensa del derecho a la salud y seguridad en el trabajo, mediante el intercambio de experiencias, saberes y estrategias de lucha sindical
AGENDA:
08:00 – 08:30 | Bienvenida e instalación del taller
8:30 – 9:00 | Presentación de participantes-organización a la que pertenecen
9:00 – 11:00 | Intercambio de Experiencias claves en relación a la lucha de la defensa del derecho a la salud y el trabajo de los y las trabajadoras de la salud
11:00 – 11:20 | CAFÉ
11:20 – 11:40 | Presentación de la iniciativa del Observatorio Crítico de las Condiciones de Salud y trabajo en el Sector Salud en Colombia
11:40 – 12:00 | Reflexiones finales
12:00 – 14:00 | Almuerzo
14:00 – 15:00 | Identificación de desafíos regionales y prioridades sindicales en relación a la defensa de la salud y seguridad en el trabajo en el sector salud
15:00 – 16:00 | Construcción colectiva: Propuestas de acción sindical regional en salud y seguridad laboral
16:00 – 16:30 | Estrategias de trabajo y comunicación
16:30 – 17:00 | Reflexiones finales y cierre
Proponente: Daniela Alejandra Sosa Báez (Grupo Guillermo Fergusson)
Oficina / Taller
OBJETIVOS DA OFICINA:
Esta oficina tem como objetivo apresentar e problematizar junto aos participantes os pressupostos que devem subsidiar a transformação digital na saúde e no Sistema Único de Saúde (SUS), sobretudo, no que se refere à inclusão digital enquanto um princípio orientador para a implementação de uma saúde digital inclusiva na Atenção Primária à Saúde (APS) e que de fato contribua para facilitar e ampliar o acesso dos usuários ao sistema de saúde. Além disso, de forma coletiva propõe-se pensar em estratégias e recomendações sobre como avançar na implementação da saúde digital tendo como diretriz a inclusão digital, mas também, considerando questões relacionadas à conectividade, o combate a desinformação, a qualificação dos dados de saúde como bens públicos, um ecossistema de saúde digital seguro e o fortalecimento da democracia, pautados nos princípios do SUS de universalidade, integralidade e equidade, de modo a intervir sobre as barreiras de acesso e as iniquidades em saúde no que tange o acesso dos usuários aos serviços e ações de saúde pública e cuidado em saúde oportunizados pela saúde digital.
JUSTIFICATIVA:
A partir da pandemia de covid-19 e da publicação da ESD28, a digitalização da saúde que já era um movimento crescente nos últimos anos, fez com que estados e municípios acelerassem o investimento em saúde digital, o que também fomentou a criação de soluções digitais locais com a justificativa de ampliar o acesso dos usuários ao sistema de saúde e melhorar os serviços e sistemas informatizados. Ressalta-se que a saúde digital deve atender às necessidades do SUS, dos serviços e da população, sendo prioritário conhecer os contextos, suas especificidades e demandas.
Neste sentido os participantes da oficina terão a oportunidade de discutir os marcos referenciais que perpassam a transformação digital na saúde no que se refere à saúde digital, com ênfase nos princípios que devem orientar a sua implementação, em especial, a inclusão digital como a principal diretriz para uma saúde digital inclusiva considerando as realidades e experiências de trabalho dos participantes mas também o contexto social e econômico em que os usuários dos serviços de saúde estejam inseridos, com atenção para os determinantes sociais da saúde.
Os participantes também terão a oportunidade de pensar em estratégias e recomendações sobre como avançar na implementação de uma saúde digital inclusiva tendo como propósito não deixar ninguém para trás na era digital, o que demanda não apenas considerar as populações em maior situação de vulnerabilidade social, econômica, geográfica ou cultural, mas também, as pessoas e grupos populacionais que não são alfabetizadas digitalmente.
Ressalta-se que as TICs têm o potencial de reduzir as iniquidades em saúde, possibilitando que as pessoas tenham acesso às informações e ferramentas digitais voltadas para a prevenção e atendimento no momento certo e no formato certo. Mas ao mesmo tempo, caso os contextos sociais, econômicos, geográficos e culturais não sejam considerados, as tecnologias ao invés de benefícios, podem criar barreiras no acesso ao direito à saúde.
Neste sentido, a inclusão digital enquanto princípio orientador de uma saúde digital inclusiva, implica em considerar durante o desenvolvimento de soluções tecnológicas sobre como proporcionar o acesso adequado, habilidades digitais e aspectos de usabilidade e navegabilidade de modo a favorecer a inclusão, mas sem deixar de respeitar a autonomia das pessoas e populações que decidirem não utilizar os serviços digitais ofertados.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
-Conhecer os aspectos conceituais sobre a saúde digital;
-Conhecer a ESD28 e problematizar os benefícios e desafios para o SUS;
-Contextualizar a transformação digital no setor saúde e os princípios orientadores;
-Problematizar o que conhecem ou idealizam sobre a Saúde Digital Inclusiva e discutir a relevância para o SUS em um contexto de desigualdade social;
-Conhecer a perspectiva analítica e conceitual sobre a Saúde Digital Inclusiva;
-Identificar as lacunas e entraves para a consolidação de uma Saúde Digital Inclusiva a partir das realidades e experiências de trabalho e considerando as necessidades e especificidades dos contextos em que estejam inseridos;
-Construir estratégias e recomendações a partir das realidades e experiências de trabalho em uma perspectiva de considerar e garantir a inclusão digital como princípio orientador para a implementação de uma saúde digital inclusiva no SUS.
MÉTODO DE ENSINO-APRENDIZAGEM:
A oficina será conduzida por meio da abordagem pedagógica de exposição dialógica combinando a exposição de conteúdos com a participação ativa dos participantes e da Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP), estabelecendo uma relação a partir das realidades de trabalho dos participantes, de modo a identificar os entraves na consolidação da saúde digital no que tange a facilitar e ampliar o acesso dos usuários ao sistema de saúde, e assim, problematizar a questões que perpassam a inclusão digital como um princípio orientador para uma saúde digital inclusiva no SUS.
A oficina terá um formato dinâmico, combinando exposição dialogada e roda de conversa para estimular a interação e a troca de experiências entre os participantes. Durante a exposição dialogada, os principais conceitos, métodos e desafios relacionados à saúde digital e aos princípios orientadores da transformação digital na saúde, com ênfase na inclusão digital, serão apresentados de forma acessível e interativa.
Após a apresentação, a roda de conversa possibilitará que os participantes compartilhem as suas experiências e perspectivas sobre o tema. Esse formato buscará promover um ambiente participativo e colaborativo, onde as pessoas possam contribuir com reflexões, levantar questões e explorar, em conjunto, soluções para aprimorar práticas e estratégias no contexto das transformações digitais.
Com isso, espera-se que os participantes possam formular hipóteses explicativas para os problemas identificados, de modo a favorecer a construção coletiva do aprendizado, além de possíveis estratégias de intervenção e recomendações de modo a avançar na transformação digital da saúde no caminho da inclusão digital.
REFERÊNCIAS:
-World Health Organization. Global strategy on digital health 2020-2025 [Internet]. Geneva: WHO; 2021. Disponível em: https://www.who.int/docs/default-source/documents/gs4dhdaa2a9f352b0445bafbc79ca799dce4d.pdf.
-Organização Panamericana de Saúde. Saúde Digital Inclusiva. Washington: OPAS, 2023. Disponível em: https://iris.paho.org/bitstream/handle/10665.2/59550/OPASEIHISdttkt230005_por.pdf?sequence=1&isAllowed=y.
-Organização Panamericana de Saúde. Oito Princípios Orientadores da Transformação Digital no Setor da Saúde: Um apelo à ação panamericana. Washington: OPAS, 2021. Disponível em: https://iris.paho.org/bitstream/handle/10665.2/54669/OPASEIHIS210004_por.pdf?sequence=1&isAllowed=y.
-Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 589, de 20 de maio de 2015. Institui a Política Nacional de Informação e Informática em Saúde (PNIIS). Brasília, DF: MS, 2015. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2015/prt0589_20_05_2015.
-Brasil. Ministério da Saúde. Comitê Gestor da Estratégia e-Saúde. Estratégia e-Saúde para o Brasil. Brasília, DF: MS, 2017. Disponível em: https://www.conasems.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Estrategia-e-saude-para-o-Brasil.pdf.
-Brasil. Ministério da Saúde. Departamento de Informática do SUS. Plano de ação, monitoramento e avaliação da estratégia de Saúde Digital para o Brasil 2019-2023. Brasília, DF: MS, 2020a. Disponível em: https://saudedigital.saude.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/PAMA-Saude-digital.pdf.
-Icict/Fiocruz; Idec; Intervozes. Resumo Executivo: Proteção de Dados Pessoais em Serviços de Saúde Digital no Brasil. Rio de Janeiro: Icict/Fiocruz, 2022. Disponível em: https://intervozes.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Resumo-Executivo-Saude-e-Dados-2023.pdf.
Proponente: Fabiana Dias (ICICT – Fiocruz)
Encontro / Encuentro
Instalación
Intervenciones con preguntas motivadoras
Plenaria
Informe de cada país sobre Salud Mental
Asamblea General de la Red temática de Salud Mental
Proponente: José Ramón LEÓN UZCÁTEGUI (Red temática de Salud Mental de ALAMES )
Oficina / Taller
A oficina “MapaMovSaúde e os desafios da participação social em tempos de redes digitais” propõe um espaço coletivo de escuta, troca e articulação entre movimentos sociais, militantes da saúde coletiva e demais participantes do Congresso, tendo como eixo central os desafios da participação social em um cenário marcado pelo individualismo, fragmentação política e pela presença massiva das redes digitais na vida cotidiana.
Partindo da perspectiva de que a organização no território é um ato político fundamental, a oficina se estrutura a partir de três grandes eixos de diálogo: Territórios Saudáveis, Direito à Cidade e Mudanças Climáticas e Educação Popular, abrindo espaço para o diálogo sobre como esses temas se articulam com a construção da participação social e a defesa de sistemas de saúde pública unificados, a exemplo do SUS.
O Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde é uma iniciativa conjunta da Fundação Oswaldo Cruz, do Ministério da Saúde e do Conselho Nacional de Saúde, em parceria com o CEBES, que visa mapear, fortalecer e conectar de forma colaborativa movimentos sociais em saúde em todo Brasil. Lançada em 2023 na 17ª Conferência Nacional de Saúde, a iniciativa ganhou materialidade com o lançamento da plataforma Wiki (https://www.mapamovsaude.net.br) em setembro de 2024, onde os próprios movimentos narram suas histórias de luta, articulação e resistência nos territórios. O MapaMovSaúde contribui com o diálogo construtivo junto aos movimentos sociais saúde e ainda dá visibilidade sobre quem são, onde estão e como atuam os movimentos, auxiliando na implementação das políticas públicas de saúde nos territórios.
Pretende-se que, ao final do dia, os participantes se sintam convocados a integrar a rede do Mapa, articulando iniciativas por toda a américa latina e potencializando seus trabalhos através da plataforma do MapaMovSaúde, contribuindo com o fortalecimento da memória e da mobilização social em saúde.
Proponente: Lúcia Souto (FIOCRUZ)
Curso
A Lei Geral da Acumulação Capitalista, superpopulação relativa e violência do Estado
O Imperialismo, fase superior do capitalismo e a privatização da saúde
A teoria do capitalismo burocrático e o Estado na América Latina
Proponente: Maria de Fátima Siliansky de Andreazzi (Professor Associado Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Oficina / Taller
A oficina constitui-se como um dispositivo pedagógico de formação ética, estética e política que busca desenvolver habilidades e competências para a produção de narrativas no âmbito do cuidado e da produção do conhecimento em Saúde Coletiva. O proponente da oficina é autor do livro “Narrativas em Saúde Coletiva: memória, método e discurso”, publicado pela editora Fiocruz (Ceccon et al., 2022), e utiliza como referencial teórico autores como Rita Charon, Walter Benjamin, Davi Kopenawa, Ailton Krenak, Elida Tessler, Didi-Huberman, Georges Perec, Elena Ferrante, Samuel Beckett, Jacques Rancière, Emerson Merhy e Guilles Deleuze, no encontro com as Ciências Humanas e Sociais em Saúde, especialmente a filosofia, a política, o cinema e a literatura. Partindo da questão “o que podem as narrativas em saúde coletiva?”, a oficina é organizada em atividades teórico-práticas, em perspectiva dialógica, crítica e reflexiva. Ainda, o conto “A terceira margem do rio”, de Guimarães Rosa, contribui para explorar o mistério que envolve a montagem da escrita e da contação de histórias. Espera-se que a oficina promova o desenvolvimento de um devir-narrativo, sensibilizando os participantes à produção de narrativas no âmbito da vida, do trabalho e da pesquisa científica.
Referências
Ceccon RF, Garcia CAS Jr, Dallmann JMA, Portes VM. Narrativas em saúde coletiva: memória, método e discurso. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz; 2022.
Proponente: Roger Flores Ceccon (Professor da Universidade Federal de Santa Catarina)
Dia 5 de agosto de 2025
8:00h às 12:00h
Curso
Se desarrollarán:
-Aspectos médicos, psicosociales desde la perspectiva de salud integral para de la atención de la IVE y prevención del aborto inseguro
-Aspectos jurídicos y éticos relacionados con la garantía de derechos sexuales no reproductivos en niñeces,adolescentes,personas con discapacidad,comunidades indígenas.
-Modelo de atención y registro en historia clínica
-Técnicas modernas y seguras para IVE: medicamentos – Aspiración manual endouterina (AMEU)
-Importancia de las redes de profesionales garantistas en salud sexual desde la perspectiva de salud como derecho humano
Encontro / Encuentro
O projeto de pesquisa intitulado “Governança e Respostas Nacionais dos Brics à covid-19: caminhos, desafios e lições para os sistemas de saúde em contextos desiguais”, encontra-se em seu terceiro ano de desenvolvimento por meio do Programa de Fomento ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico Aplicado à Saúde Pública, sob coordenação da Prof.ª Adelyne Maria Mendes Pereira e vice-coordenação da Prof.ª Cristiani Vieira Machado.
A pesquisa tem como objetivo geral analisar experiências dos países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) no enfrentamento da Covid-19 entre 2020 e 2022, com foco na institucionalidade das respostas nacionais em contextos de desigualdades estruturais; e envolve um grupo de pesquisadores de diferentes universidades, além de colaboradores externos e alunos de pós-graduação.
A atividade proposta para o Congresso é de desenvolver encontro presencial com a equipe de trabalho envolvida na pesquisa, com foco no alinhamento dos produtos esperados para o terceiro ano de seu desenvolvimento e discussão dos resultados de etapas anteriores, conforme as atribuições específicas dos participantes do projeto.
Dia 5 de agosto de 2025
14:00h às 16:00h
Encontro / Encuentro
Proponente: Patricia Isabel Garcia (Ministerio de salud)
Oficina / Taller
Proponente: Pedro Villardi (Internacional de Servicios Públicos)
Oficina / Taller
Como ensina Ailton Krenak, contar histórias é uma forma de adiar o fim do mundo. É fundamental, portanto, pensar a poesia em sua vertente ontológica, isto é, no sentido em que essa nos constitui como seres de linguagem e nos permite, através da experiência estética, produzir novos mundos.
A oficina “Poéticas das Saúdes” tem por horizonte a discussão acerca das intersecções entre criações poéticas (sob a forma de textos escritos, oralituras e saberes corporais) e práticas de produção de saúde. Parte-se do princípio de que a linguagem é constituinte essencial dos seres e que, portanto, é na narrativa que reside o potencial de recriação de nossas experiências de adoecimento e saúde(s). Para tal discussão, pretendemos partir de leituras conjuntas de textos curtos, com aportes da Literatura (Guimarães Rosa, Cortázar, Machado de Assis) e das Ciências Sociais e Humanas (Leda Maria Martins, Octavio Paz, Antônio Candido).
Dinâmica dos encontros: 2 encontros de aproximadamente 2 ou 3h de duração, com leituras e discussões conjuntas de textos curtos da Literatura e das Ciências Humanas.
Facilitador:
Cícero Nardini Querido é médico (2014) e mestre em Saúde Coletiva (2023) pela USP, além de estudante de Filosofia pela mesma instituição e docente do curso de Medicina da Universidade Municipal São Caetano do Sul – campus Bela Vista (USCS). Publicou, em 2023, o seu primeiro livro de poemas, intitulado Corisco. Participou do Curso Livre de Preparação de Escritores (CLIPE – modalidade poesia) da Casa das Rosas (SP) em 2024, e compõe a equipe de poetas do portal Fazia Poesia.
Proponente: Cícero Nardini Querido )Universidade de São Paulo (USP) / Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS))
Curso
Se presentan las interfases de trabajo entre Psicoanálisis y Salud Colectiva que articulan la determinación social de los procesos de salud enfermedad atención con la constitución de los psiquismos.
Destacando los aspectos subjetivos de los procesos de Salud- Enfermedad- Cuidados (SEC), como los modos de singularización de cada sujetx en los marcos determinados por los procesos de desigualación de clase, género, raza, generación, etnía y sexuación desde una perspectiva interseccional, situada y decolonial.
Se trabajará como las prácticas grupales en psicoanálisis se destacan como estrategias ético-políticas que trascienden el abordaje individual al proponer formas colectivas de enfrentar las desigualdades estructurales y sus efectos subjetivos
Proponente: Dra. Debora Judith Tajer (UBA/ALAMES)
Oficina / Taller
Se presentan las interfases de trabajo entre Psicoanálisis y Salud Colectiva que articulan la determinación social de los procesos de salud enfermedad atención con la constitución de los psiquismos.
Destacando los aspectos subjetivos de los procesos de Salud- Enfermedad- Cuidados (SEC), como los modos de singularización de cada sujetx en los marcos determinados por los procesos de desigualación de clase, género, raza, generación, etnía y sexuación desde una perspectiva interseccional, situada y decolonial.
Se trabajará como las prácticas grupales en psicoanálisis se destacan como estrategias ético-políticas que trascienden el abordaje individual al proponer formas colectivas de enfrentar las desigualdades estructurales y sus efectos subjetivos
Proponente: Pedro Villardi (Internacional dos Serviços Públicos)
Roda de conversas / Conversatorio
1. Contexto Latinoamericano actual y la crisis de la salud publica en tiempos neocoloniales y neoliberales.
2.Critica a las concepciones euro centradas en la odontologia: impactos en la enseñanza, servicios e investigacion.
2.1. El centrismo dentario
2.2. Inequidad en los paises de america latina
2.3. Enfermedades bucales desatendidas
3. Propuestas para la salud bucal del Siglo XXI, la clinica ampliada y la produccion de cuidado.
Proponente: Sergio Otero (Universidad Nacional Arturo Jauretche-Salud Publica, Bs As Argentina. Red salud bucal colectiva ALAMES)
Curso
A relação entre características do trabalho e efeitos à saúde do trabalhador(a) vem sendo amplamente estudada e descrita na literatura. A saúde mental, atendendo as mudanças na NR-1(MTE 1449/2024), tem sido colocada em pauta e no centro do debate das relações trabalhistas, vez que tem sido ampliada a responsabilidade dos empregadores na proteção do ambiente de trabalho. Assim, a partir da compreensão de que aspectos psicossociais que afetam a Saúde Mental do Trabalhador devem ser obrigatoriamente incluídos no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e a identificação e o gerenciamento dos mesmos, como estresse, assédio, sobrecarga mental e o adoecimento mental, propriamente dito, esforços vêm sendo registrados na construção de modelos teóricos – metodológicos que buscam esclarecer esta relação. Além da pandemia de COVID-19, cujos impactos à saúde, especialmente do trabalhador (a), ainda não foram completamente dimensionados, as novas relações de trabalho, a precarização e a reforma trabalhista tem notadamente gerado período de incertezas, medos, anseios e, consequentemente, elevados níveis de estresse, ansiedade, sentimentos de vulnerabilidade e adoecimento mental. Neste sentido, explorar instrumentos capazes de identificar o adoecimento mental da população por meio de pesquisas epidemiológicas pode favorecer o conhecimento do perfil de adoecimento populacional e os principais fatores associados e ele, bem como estabelecer prioridades de intervenção.
A presente proposta de minicurso busca discutir ferramentas de identificação de transtornos mentais e ações de vigilância em saúde mental e trabalho, por meio de apresentação que Incluirá: instrumentos de identificação de morbidade psíquica em populações urbanas (SRQ-20; PHQ – Depressão, Ansiedade, Pânico, Somático; MSQ- Qualidade do sono; CAGE – Transtorno de uso abusivo de álcool; GAD-7- Transtorno de ansiedade generalizada; PCL-C – Transtorno de Estresse Pós-Traumático); e discutir modelos de intervenção com base em ações com foco no indivíduo, na rede de atenção do SUS e nas organizações de trabalho, focalizando modelos para a reabilitação psicossocial, compartilhamento de modos de vida e estratégias de enfrentamento dos impactos da pandemia na saúde mental das populações, em especial, os trabalhadores (as).
Proponente: Ariane Cedraz Morais (Universidade Estadual de Feira de Santana)
Curso
8h às 10h
O CEIS como paradigma de uma nova geração de políticas públicas (parte I)
Dinâmica do capital na saúde e desafios do SUS e do acesso universal: pilares teóricos do CEIS; morfologia; assimetrias em CT&I; dinâmica competitiva dos subsistemas e seus principais atores
10h às 12h
O CEIS como paradigma de uma nova geração de políticas públicas (parte II)
Limites estruturais para a ampliação de direitos em um contexto de regressão produtiva, tecnológica e comercial; CEIS: base material do SUS
14h às 16h
Oportunidades para o desenvolvimento do CEIS: transição ecológica e digital
Demanda pública como instrumento estratégico para o desenvolvimento do SUS e do Brasil
Proponente: Carlos Augusto Grabois Gadelha (Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca)
Oficina / Taller
Primer Momento Conversatorio: Sistuación Actual De Sistemas De Salud En Latinoamerica; Momento Dos: Avances, Tensiones Y Desafios De Las Reformas En Salud En Latinoamerica; Fortalecimiento Organizativo De La Red Alames En Sistemas Politicas De Salud
Proponente: Claudia Beatriz Naranjo / Carolina Teltelboin (ALAMES COLOMBIA)
Oficina / Taller
Objetivo: Impulsar la creación de una red sindical regional del sector salud en América Latina y el Caribe, orientada a fortalecer la acción colectiva en defensa del derecho a la salud y seguridad en el trabajo, mediante el intercambio de experiencias, saberes y estrategias de lucha sindical
AGENDA:
08:00 – 08:30 | Bienvenida e instalación del taller
8:30 – 9:00 | Presentación de participantes-organización a la que pertenecen
9:00 – 11:00 | Intercambio de Experiencias claves en relación a la lucha de la defensa del derecho a la salud y el trabajo de los y las trabajadoras de la salud
11:00 – 11:20 | CAFÉ
11:20 – 11:40 | Presentación de la iniciativa del Observatorio Crítico de las Condiciones de Salud y trabajo en el Sector Salud en Colombia
11:40 – 12:00 | Reflexiones finales
12:00 – 14:00 | Almuerzo
14:00 – 15:00 | Identificación de desafíos regionales y prioridades sindicales en relación a la defensa de la salud y seguridad en el trabajo en el sector salud
15:00 – 16:00 | Construcción colectiva: Propuestas de acción sindical regional en salud y seguridad laboral
16:00 – 16:30 | Estrategias de trabajo y comunicación
16:30 – 17:00 | Reflexiones finales y cierre
Proponente: Daniela Alejandra Sosa Báez (Grupo Guillermo Fergusson)
Oficina / Taller
OBJETIVOS DA OFICINA:
Esta oficina tem como objetivo apresentar e problematizar junto aos participantes os pressupostos que devem subsidiar a transformação digital na saúde e no Sistema Único de Saúde (SUS), sobretudo, no que se refere à inclusão digital enquanto um princípio orientador para a implementação de uma saúde digital inclusiva na Atenção Primária à Saúde (APS) e que de fato contribua para facilitar e ampliar o acesso dos usuários ao sistema de saúde. Além disso, de forma coletiva propõe-se pensar em estratégias e recomendações sobre como avançar na implementação da saúde digital tendo como diretriz a inclusão digital, mas também, considerando questões relacionadas à conectividade, o combate a desinformação, a qualificação dos dados de saúde como bens públicos, um ecossistema de saúde digital seguro e o fortalecimento da democracia, pautados nos princípios do SUS de universalidade, integralidade e equidade, de modo a intervir sobre as barreiras de acesso e as iniquidades em saúde no que tange o acesso dos usuários aos serviços e ações de saúde pública e cuidado em saúde oportunizados pela saúde digital.
JUSTIFICATIVA:
A partir da pandemia de covid-19 e da publicação da ESD28, a digitalização da saúde que já era um movimento crescente nos últimos anos, fez com que estados e municípios acelerassem o investimento em saúde digital, o que também fomentou a criação de soluções digitais locais com a justificativa de ampliar o acesso dos usuários ao sistema de saúde e melhorar os serviços e sistemas informatizados. Ressalta-se que a saúde digital deve atender às necessidades do SUS, dos serviços e da população, sendo prioritário conhecer os contextos, suas especificidades e demandas.
Neste sentido os participantes da oficina terão a oportunidade de discutir os marcos referenciais que perpassam a transformação digital na saúde no que se refere à saúde digital, com ênfase nos princípios que devem orientar a sua implementação, em especial, a inclusão digital como a principal diretriz para uma saúde digital inclusiva considerando as realidades e experiências de trabalho dos participantes mas também o contexto social e econômico em que os usuários dos serviços de saúde estejam inseridos, com atenção para os determinantes sociais da saúde.
Os participantes também terão a oportunidade de pensar em estratégias e recomendações sobre como avançar na implementação de uma saúde digital inclusiva tendo como propósito não deixar ninguém para trás na era digital, o que demanda não apenas considerar as populações em maior situação de vulnerabilidade social, econômica, geográfica ou cultural, mas também, as pessoas e grupos populacionais que não são alfabetizadas digitalmente.
Ressalta-se que as TICs têm o potencial de reduzir as iniquidades em saúde, possibilitando que as pessoas tenham acesso às informações e ferramentas digitais voltadas para a prevenção e atendimento no momento certo e no formato certo. Mas ao mesmo tempo, caso os contextos sociais, econômicos, geográficos e culturais não sejam considerados, as tecnologias ao invés de benefícios, podem criar barreiras no acesso ao direito à saúde.
Neste sentido, a inclusão digital enquanto princípio orientador de uma saúde digital inclusiva, implica em considerar durante o desenvolvimento de soluções tecnológicas sobre como proporcionar o acesso adequado, habilidades digitais e aspectos de usabilidade e navegabilidade de modo a favorecer a inclusão, mas sem deixar de respeitar a autonomia das pessoas e populações que decidirem não utilizar os serviços digitais ofertados.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
-Conhecer os aspectos conceituais sobre a saúde digital;
-Conhecer a ESD28 e problematizar os benefícios e desafios para o SUS;
-Contextualizar a transformação digital no setor saúde e os princípios orientadores;
-Problematizar o que conhecem ou idealizam sobre a Saúde Digital Inclusiva e discutir a relevância para o SUS em um contexto de desigualdade social;
-Conhecer a perspectiva analítica e conceitual sobre a Saúde Digital Inclusiva;
-Identificar as lacunas e entraves para a consolidação de uma Saúde Digital Inclusiva a partir das realidades e experiências de trabalho e considerando as necessidades e especificidades dos contextos em que estejam inseridos;
-Construir estratégias e recomendações a partir das realidades e experiências de trabalho em uma perspectiva de considerar e garantir a inclusão digital como princípio orientador para a implementação de uma saúde digital inclusiva no SUS.
MÉTODO DE ENSINO-APRENDIZAGEM:
A oficina será conduzida por meio da abordagem pedagógica de exposição dialógica combinando a exposição de conteúdos com a participação ativa dos participantes e da Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP), estabelecendo uma relação a partir das realidades de trabalho dos participantes, de modo a identificar os entraves na consolidação da saúde digital no que tange a facilitar e ampliar o acesso dos usuários ao sistema de saúde, e assim, problematizar a questões que perpassam a inclusão digital como um princípio orientador para uma saúde digital inclusiva no SUS.
A oficina terá um formato dinâmico, combinando exposição dialogada e roda de conversa para estimular a interação e a troca de experiências entre os participantes. Durante a exposição dialogada, os principais conceitos, métodos e desafios relacionados à saúde digital e aos princípios orientadores da transformação digital na saúde, com ênfase na inclusão digital, serão apresentados de forma acessível e interativa.
Após a apresentação, a roda de conversa possibilitará que os participantes compartilhem as suas experiências e perspectivas sobre o tema. Esse formato buscará promover um ambiente participativo e colaborativo, onde as pessoas possam contribuir com reflexões, levantar questões e explorar, em conjunto, soluções para aprimorar práticas e estratégias no contexto das transformações digitais.
Com isso, espera-se que os participantes possam formular hipóteses explicativas para os problemas identificados, de modo a favorecer a construção coletiva do aprendizado, além de possíveis estratégias de intervenção e recomendações de modo a avançar na transformação digital da saúde no caminho da inclusão digital.
REFERÊNCIAS:
-World Health Organization. Global strategy on digital health 2020-2025 [Internet]. Geneva: WHO; 2021. Disponível em: https://www.who.int/docs/default-source/documents/gs4dhdaa2a9f352b0445bafbc79ca799dce4d.pdf.
-Organização Panamericana de Saúde. Saúde Digital Inclusiva. Washington: OPAS, 2023. Disponível em: https://iris.paho.org/bitstream/handle/10665.2/59550/OPASEIHISdttkt230005_por.pdf?sequence=1&isAllowed=y.
-Organização Panamericana de Saúde. Oito Princípios Orientadores da Transformação Digital no Setor da Saúde: Um apelo à ação panamericana. Washington: OPAS, 2021. Disponível em: https://iris.paho.org/bitstream/handle/10665.2/54669/OPASEIHIS210004_por.pdf?sequence=1&isAllowed=y.
-Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 589, de 20 de maio de 2015. Institui a Política Nacional de Informação e Informática em Saúde (PNIIS). Brasília, DF: MS, 2015. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2015/prt0589_20_05_2015.
-Brasil. Ministério da Saúde. Comitê Gestor da Estratégia e-Saúde. Estratégia e-Saúde para o Brasil. Brasília, DF: MS, 2017. Disponível em: https://www.conasems.org.br/wp-content/uploads/2019/02/Estrategia-e-saude-para-o-Brasil.pdf.
-Brasil. Ministério da Saúde. Departamento de Informática do SUS. Plano de ação, monitoramento e avaliação da estratégia de Saúde Digital para o Brasil 2019-2023. Brasília, DF: MS, 2020a. Disponível em: https://saudedigital.saude.gov.br/wp-content/uploads/2020/04/PAMA-Saude-digital.pdf.
-Icict/Fiocruz; Idec; Intervozes. Resumo Executivo: Proteção de Dados Pessoais em Serviços de Saúde Digital no Brasil. Rio de Janeiro: Icict/Fiocruz, 2022. Disponível em: https://intervozes.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Resumo-Executivo-Saude-e-Dados-2023.pdf.
Proponente: Fabiana Dias (ICICT – Fiocruz)
Encontro / Encuentro
Instalación
Intervenciones con preguntas motivadoras
Plenaria
Informe de cada país sobre Salud Mental
Asamblea General de la Red temática de Salud Mental
Proponente: José Ramón LEÓN UZCÁTEGUI (Red temática de Salud Mental de ALAMES )
Oficina / Taller
A oficina “MapaMovSaúde e os desafios da participação social em tempos de redes digitais” propõe um espaço coletivo de escuta, troca e articulação entre movimentos sociais, militantes da saúde coletiva e demais participantes do Congresso, tendo como eixo central os desafios da participação social em um cenário marcado pelo individualismo, fragmentação política e pela presença massiva das redes digitais na vida cotidiana.
Partindo da perspectiva de que a organização no território é um ato político fundamental, a oficina se estrutura a partir de três grandes eixos de diálogo: Territórios Saudáveis, Direito à Cidade e Mudanças Climáticas e Educação Popular, abrindo espaço para o diálogo sobre como esses temas se articulam com a construção da participação social e a defesa de sistemas de saúde pública unificados, a exemplo do SUS.
O Mapa Colaborativo dos Movimentos Sociais em Saúde é uma iniciativa conjunta da Fundação Oswaldo Cruz, do Ministério da Saúde e do Conselho Nacional de Saúde, em parceria com o CEBES, que visa mapear, fortalecer e conectar de forma colaborativa movimentos sociais em saúde em todo Brasil. Lançada em 2023 na 17ª Conferência Nacional de Saúde, a iniciativa ganhou materialidade com o lançamento da plataforma Wiki (https://www.mapamovsaude.net.br) em setembro de 2024, onde os próprios movimentos narram suas histórias de luta, articulação e resistência nos territórios. O MapaMovSaúde contribui com o diálogo construtivo junto aos movimentos sociais saúde e ainda dá visibilidade sobre quem são, onde estão e como atuam os movimentos, auxiliando na implementação das políticas públicas de saúde nos territórios.
Pretende-se que, ao final do dia, os participantes se sintam convocados a integrar a rede do Mapa, articulando iniciativas por toda a américa latina e potencializando seus trabalhos através da plataforma do MapaMovSaúde, contribuindo com o fortalecimento da memória e da mobilização social em saúde.
Proponente: Lúcia Souto (FIOCRUZ)
Curso
A Lei Geral da Acumulação Capitalista, superpopulação relativa e violência do Estado
O Imperialismo, fase superior do capitalismo e a privatização da saúde
A teoria do capitalismo burocrático e o Estado na América Latina
Proponente: Maria de Fátima Siliansky de Andreazzi (Professor Associado Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Oficina / Taller
A oficina constitui-se como um dispositivo pedagógico de formação ética, estética e política que busca desenvolver habilidades e competências para a produção de narrativas no âmbito do cuidado e da produção do conhecimento em Saúde Coletiva. O proponente da oficina é autor do livro “Narrativas em Saúde Coletiva: memória, método e discurso”, publicado pela editora Fiocruz (Ceccon et al., 2022), e utiliza como referencial teórico autores como Rita Charon, Walter Benjamin, Davi Kopenawa, Ailton Krenak, Elida Tessler, Didi-Huberman, Georges Perec, Elena Ferrante, Samuel Beckett, Jacques Rancière, Emerson Merhy e Guilles Deleuze, no encontro com as Ciências Humanas e Sociais em Saúde, especialmente a filosofia, a política, o cinema e a literatura. Partindo da questão “o que podem as narrativas em saúde coletiva?”, a oficina é organizada em atividades teórico-práticas, em perspectiva dialógica, crítica e reflexiva. Ainda, o conto “A terceira margem do rio”, de Guimarães Rosa, contribui para explorar o mistério que envolve a montagem da escrita e da contação de histórias. Espera-se que a oficina promova o desenvolvimento de um devir-narrativo, sensibilizando os participantes à produção de narrativas no âmbito da vida, do trabalho e da pesquisa científica.
Referências
Ceccon RF, Garcia CAS Jr, Dallmann JMA, Portes VM. Narrativas em saúde coletiva: memória, método e discurso. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz; 2022.
Proponente: Roger Flores Ceccon (Professor da Universidade Federal de Santa Catarina)
Oficina / Taller
Propuesta de programación didáctica – Taller Precongreso (3 horas)
Niñeces y adolescencias en contextos de desigualdad: perspectivas críticas para la salud colectiva
Objetivo general del taller: Reflexionar colectivamente sobre las prácticas, saberes y políticas de salud con niñeces y adolescencias en América Latina, visibilizando experiencias que resisten las desigualdades, y que apuestan a formas comunitarias, intersectoriales e intergeneracionales de cuidado.
Desarrollo:
1. Apertura y encuadre: Desigualdades, infancias, adolescencias y salud colectiva
• Desarrollo del encuadre político y epistemológico del taller.
• Breve recorrido por los enfoques de determinación social, democracia y derechos de niñeces/adolescencias.
• Presentación de problemáticas actuales de salud
2. Cartografías del cuidado: mapeo colectivo de experiencias
• Actividad participativa: Compartir y mapear experiencias y propuestas transformadoras de trabajo con niñeces y adolescencias desde territorios diversos.
Saberes para la acción: propiciar articulaciones en reden salud colectiva , niñeces y adolescencias.
3. Cierre
Aportes para una construcción colectiva de políticas de cuidado con niñeces y adolescencias en América Latina.
• Confección de un documento de trabajo.
Proponente: Alejandra Barcala (Universidad Nacional de Lanús)
Oficina / Taller
O Agente Comunitário de Saúde (ACS) é o trabalhador que surgiu a partir da criação do Sistema Único de Saúde (SUS). Esse profissional garante, no Brasil, a sustentabilidade do modelo de assistência, ou seja, de cuidado público e universal. É um representante e mediador do território, no qual se forma, trabalha, e vivencia operacionalmente as potencialidades e os desafios da saúde da família. Nesse sentido, propõe-se a partir de Cartas Pedagógicas, produzidas por ACS de um município do Estado do Rio de Janeiro, refletir coletivamente em uma oficina denominada World Café, sobre os processos de formação e prática destes profissionais. As Cartas Pedagógicas entendidas por Camini (2012), rememoram as vivências por meio de registros de ações individuais e coletivas. Essas serão a estrutura base das reflexões que aqui se propõe a fazer. Objetiva-se com esta oficina co-partilhar reflexões sobre os processos de formação e práticas profissionais tomando como base vivências de ACS, narradas em Cartas Pedagógicas. A dinâmica da oficina World Café será desenvolvida da seguinte forma: 1º) Apresentação inicial da equipe sensibilizadora sobre a temática em debate; 2º) Os coparticipantes serão reunidos em grupos de no máximo oito pessoas, sendo um o “Anfitrião”, e os demais “Viajantes” entre as mesas de café; 3º) Cada grupo receberá uma Carta Pedagógica com narrativas de ACS sobre sua formação e prática profissional, seguida de debate sobrea mesma. Neste momento todos os participantes terão, também, a oportunidade de se expressar sobre o conteúdo contido nas Cartas descrevendo suas ideias, concordâncias e discordâncias em um cartaz disponibilizado nas mesas de café; 4º) Os “Viajantes” circularão por cada mesa de café, sendo que ao final os “Anfitriões” relatarão para a assembleia os constructos coletivos produzidos; 5º) A oficina será finalizada dando a palavra aos participantes que expressarão suas opiniões sobre a temática e a dinâmica proposta. Intenciona-se com esta oficina ampliar, em mais um movimento, os debates de forma individual e coletiva, sobre a formação e a prática dos ACS cuja a responsabilidade é de todos os envolvidos no modelo de saúde vigente. “Esperançar” por mudanças, é possível…
Proponente: Andressa Ambrosino Pinto (Centro Multidisciplinar UFRJ-Macaé)
Roda de conversas / Conversatorio
Grupos marginalizados e excluídos, como pessoas com deficiência, pessoas negras, LGBTQIAP+, são frequentemente retratados de forma estereotipada em novelas brasileiras, que são o principal produto cultural audiovisual brasileiro, tanto no cenário interno como na exportação. Iremos debater o papel social das novelas como espaço para representatividade e inclusão e suas potências para combater ou perpetuar estigmas e preconceitos que estão presentes na sociedade brasileira e que colaboram para o sofrimento de indivíduos e grupos, sob a óptica das várias dimensões da saúde e do cuidado.
Proponente: Bárbara de Oliveira Moraes e Souza (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Roda de conversas / Conversatorio
Proponente: Carlos Fidelis Ponte (Cebes / Alames Brasil)
Cine documental
El documental” SOPORTE PARA EL HABITAR” testimonia una vinculación creativa y eficaz entre vecinos, organizaciones de la sociedad civil, grupo de investigación y el estado, que permite pensar otros caminos para relaciones más eficaces entre ciencia, política y territorios en emergencia humanitaria. Mediante la narración de los/as actores/as se transita por el encuentro entre vecinas y vecinos de tres barrios populares de Mar del Plata y “Soporte”, un colectivo interdisciplinar de profesionales de la UNMDP e investigadores y tesistas del CONICET-UNMDP. Un dispositivo de acción territorial.
La trama se desarrolla en torno a la gestión y ejecución de programas de infraestructura (agua, cloacas, electricidad ) y vivienda en el marco de una política pública de integración socio-urbana. Los testimonios evidencian la profunda desigualdad social y las diversas historias de lucha y conquistas de las familias de los barrios populares, que exponen sus cuerpos para mejorar sus barrios, acceder a servicios básicos y construir sus propias viviendas; de las organizaciones sociales que consiguen impulsar la ley de integración socio urbana y con ello posibilitar la realización de obras estatales; de los logros feministas para garantizar el acceso igualitario al trabajo y finalmente de la militancia científico-profesional para responder los problemas de los barrios populares. El Colectivo interdisciplinar SOPORTE trabaja desde el año 2001 problemáticas del hábitat en barrios populares de Mar del Plata, que actúa como el primer núcleo básico de una vivienda progresiva entre otras intervenciones territoriales.
Documental de 42 minutos filmado en el primer trimestre de 2024. Con dirección y guión de la periodista, escritora y documentalista Ana Cacopardo; Camara Andres Irigoyen y Valentin Salvo, música original y masterizacion Fermin Irigoyen. Producción de Estudios Pacifico y colectivo Soporte 2024. Posterior a la proyección con el fin de debatir y analizar la problemática expuesta y las estrategias para las mejoras y avances, propiciaremos una ronda de intercambio entre dos integrantes de la Fundación Soporte y los participantes, focalizada a la problemática que registra y analiza el material audiovisual. Esto insumirá el total de la franja solicitada de 120 minutos el día 5/8/25 de 14 hs. a 16 hs.Se confeccionara una memoria de la participación de los asistentes conteniendo las reflexiones del grupo y si hubiere las propuestas que surjan.
Proponente: Dra. Beatriz Morrone (UNMdP-Fundacion SOPORTE )
Cine documental
Exibição do Filme e debate com o Diretor Daniel Gonçalves
Sinopse: Daniel Gonçalves nasceu com uma deficiência que nenhum médico foi capaz de diagnosticar. O documentário nos traz um retrato real de sua vivência. Essa história de 35 anos é mostrada através da sincera direção, com imagens de arquivo da família, cenas atuais, e reflexões para tentar compreender sua condição.
“Ele chama a atenção pelos foras disparados, a indisposição para a ‘coitadice’ e o humor involuntário.” Taiani Mendes
Após a exibição teremos um debate com o diretor e Louise Lima Storni Rocha (doutoranda que investiga as interseções entre sexualidade, gênero e deficiência, com ênfase na justiça da deficiência e na potência política dos corpos dissidentes).
Proponente: Encontro de Educadores do Programa Geração
Oficina / Taller
A oficina é um convite para transitar no espaço escola, espaço rua, espaço arte, espaço cuidado e para o vivenciar uma intervenção poética sobre as produções de existências, afetos e afecções a partir do compartilhamento de uma ferramenta artística de cuidado intitulada “Bullying, Qual é a Graça?”
A atividade convoca o agenciamento de corpos e existências para a ativação de tecnologias leve e leves duras, para o engravidar conceitos e promover a micropolíticas do cuidado no encontro. Convoca o tensionamento sobre o bullying para despertar e conectar experiências de rupturas dos ciclos de violência.
O teatro do Oprimido e o corpo sentinte em um agir militante norteiam a experimentação que traz para cena a engenhoca que faz do pesquisador o sujeito implicado no campo de pesquisa, no chão da escola na conexão de mundos no abrir ao abrir do portão, dos portões, para apresentar e ofertar aos participantes da Oficina a experiência como dispositivo-ferramenta é de uma força que produz movimentos. Momento que aciona, de forma inventiva novas experimentação da arte como produção do vivido fora. Marcas, cicatrizes negativas não podem ser em pele consideradas, mas agenciamentos sim tatuados a abrir planos portas de cuidado do sofrimento.
Merhy, Emerson Elias; Gomes, Maria Paula Cerqueira; Silva, Erminia; Santos, Maria de Fátima Lima; Cruz, Kathleen Tereza da; Franco, Tulio Batista. Divulg. saúde debate ; (52): 153-164, out. 2014.
Merhy EE. Anormais do desejo: os novos não humanos? Os sinais que vêm da vida cotidiana e da rua. In: Conselho Federal de Psicologia. Grupo de Trabalho de Álcool e outras Drogas. Drogas e cidadania: em debate. Brasília, DF: CFP; 2012. p. 9-18.
MEIRELLES, V. Bullying, Qual é a graça? Escrever, ver, viver e escreviver. Rio de Janeiro: WAK Editora, 2025.
Proponente: Marcos Victor Meirelles dos Santos (Pesquisador Doutorado PPG EICOS Instituto de Psicologia da UFRJ)
Oficina / Taller
Este taller busca generar un espacio de análisis y debate sobre cómo las dinámicas de poder global y el supremacismo impactan en la salud internacional y en las posibilidades y oportunidades de América Latina para definir sus propias políticas sanitarias. Se trabajará en la identificación de desafíos clave y en la reflexión de estrategias colectivas para la autonomía sanitaria y la justicia global en salud.
El taller está dirigido a personas vinculadas a la salud colectiva en América Latina, incluyendo personal de salud, académicos y organizaciones de la sociedad civil, con un enfoque en el desarrollo de una relatoría final y un documento de discusión que sintetice los principales puntos abordados y las propuestas estratégicas emergentes.
Objetivos
● Analizar críticamente la arquitectura actual de la salud global desde una perspectiva latinoamericana
● Identificar mecanismos de supremacismo y colonialidad que operan en organismos internacionales de salud
● Desarrollar propuestas colaborativas para una agenda regional contrahegemónica
Proponente: Mario Rovere (Alames Argentina)
Roda de conversas / Conversatorio
Actividad en que cada expositor/a desarrollará en forma sintética la experiencia de lucha gremial en el campo de la salud, las condiciones laborales y los desafíos hacia el futuro. Luego habrá un tiempo para preguntas y debate.
Proponente: Pablo Maciel – Presidente CICOP-FESINTRAS (Asociación Sindical de Profesionales de la Salud)
Seminario-taller articulado con producción de fotografías, performances y montaje audiovisual sobre el aniversario de ALAMES
Taller de 4 horas de duración y producción para instancia de cierre del congreso
Proponente: Valeria Cotaimich – Espacio Laboratorio de arte/s, performance/s, política, salud y subjetividad/es (ELAPPSS) y docente en la cátedra de Psicología Sanitaria en salud mental, salud pública y salud colectiva
Oficina / Taller
Público: Congressistas.
Participantes: 20 (no máximo) para cada encontro.
Duração: 30 minutos para cada encontro; total de 2 horas.
Objetivo: Estimular a percepção sensorial de profissionais de saúde visando a reflexão sobre vivências no ambiente de trabalho.
Etapas:
1 Recepção e acolhimento dos participantes.
2 Orientação sobre retirada dos sapatos.
3 Distribuição das vendas de olhos.
4 Primeira Etapa: o estresse no ambiente de trabalho
4.1 Estimular os participantes quanto aos diferentes sons: Iniciar a música instrumental com frases (“outro paciente”; “ande logo”; “depressa”)
4.2 Estimular a percepção do tato: os participantes irão andar e dançar e sentirão objetos de diferentes texturas no chão (bolas de gude, palha de aço, pedras, álcool em gel etc) e receberão objetos e substâncias em suas mãos (objetos típicos dos serviços em saúde: frios, aquecidos e pontiagudos);
4.3 Estimular a percepção do olfato: oferecer diferentes odores (álcool, solução lugol diluída, medicamento líquido etc).
4.4 Estimular a percepção do paladar: cravo, gelo, café amargo etc.
5 Segunda Etapa: o conforto no ambiente de trabalho
4.1 Estimular os participantes quanto aos diferentes sons: Iniciar a música instrumental com frases (“muito obrigada”; “seu conhecimento é muito importante”; “você não está sozinha”).
4.2 Estimular os participantes quanto aos diferentes sons.
4.3 Estimular a percepção do tato: os participantes irão andar e dançar e sentirão objetos de diferentes texturas no chão (bolas de gude, algodão, álcool em gel etc).
4.4 Estimular a percepção do olfato: oferecer diferentes odores (perfume, canela etc).
4.5 Estimular a percepção do paladar: gelo, chocolate etc.
4.6 Em duplas, orientar quanto ao toque e abraço.
5 Em frente a um espelho, retirar as vendas dos olhos.
6 Sentar em círculo.
7 Estimular a percepção visual: projetar imagens.
8 Avaliar a vivência.
Proponente: Wilma Dantas Pereira (PUC Minas)
Oficina / Taller
A atividade proposta pelo grupo de pesquisadoras/es vinculadas/os a linha Micropolítica do Trabalho e o Cuidado em Saúde, coordenada pelo professor Emerson Elias Merhy, tem como objetivo propor um espaço para o compartilhamento do movimento “Sinais que vêm das Ruas” que surgiu em 2010, norteado pela noção que todo modo de produção de existência é uma rede viva em intensa produção nos vários encontros que acontecem.
O movimento “Sinais que vêm das Ruas” foi formado por grupos de distintas origens institucionais – professores universitários do campo da saúde; profissionais arte educadores com longa trajetória de trabalho com meninos e meninas que vivem nas ruas da cidade do Rio de Janeiro; artistas de rua, em especial, de circo; e trabalhadores da saúde que atuavam junto a moradores da rua, em particular no campo da saúde mental.
A ideia central desse agrupamento era criar um processo coletivo que pudesse, como um observatório, movimentar-se diante da expressão dos efeitos (manifestações) que se produzia a partir dos grupos alvos da repressão do Estado, criar uma situação de apoio aos viventes de rua, ou outras formas de “multidões” semelhantes, diante dessas violências de “limpeza do urbano” dos “lixos humanos”, procurando também dar visibilidade desses acontecimentos ali no cotidiano da vida deles, no espaço público.
A Oficina é um convite para o diálogo sobre os encontros-arte deste movimento com pessoas vivendo nas ruas, tensionando questões cruciais como: quais biopoderes estão agindo na gestão da vida das pessoas que estão vivendo nas ruas? como os processos de subjetivação sobre a gestão da vida perfilam exercícios mais autônomos que permitem o existir dos viventes de rua? como se dá na sociedade de controle a produção de estratégias que operam dispositivos de subjetivações que esgotam as vidas de grupos vulnerabilizados?
Esperamos no encontro ativar e agenciar afecções para novas conexões existenciais produtoras de vínculos e fazeres inventivos em defesa de todas as vidas-multidões.
Proponente: Claudia Mara Pedrosa (Universidade de Brasília – UnB)
Lançamento de Livros
14:00/18:00 – Auditório F51
Lançamento do Caderno de Resumos do XIII Seminário de Pesquisa do IMS
A atividade buscará apresentar o produto final da décima terceira edição do Seminário de Pesquisa do Instituto de Medicina Social da UERJ, realizado em outubro de 2024. Tendo o protagonismo discente como prerrogativa, o seminário tem uma história longeva, cuja primeira edição aconteceu em 2006 e desde então assumiu uma proposta discente das três áreas de concentração (Ciências Humanas e Saúde; Epidemiologia; Política, Planejamento e Administração em Saúde) do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Historicamente, este seminário tem como foco principal produzir debates sobre temas importantes para a Saúde Coletiva e o Sistema Único de Saúde, bem como divulgar e integrar trabalhos desenvolvidos por pós-graduandos do IMS; de outras instituições de ensino, pesquisa, gestão e serviços de saúde, de ativistas e movimentos sociais.
Na décima de 2024, buscamos criar caminhos de reflexão sobre os próximos 50 anos. Desde sua fundação, em 1974, o instituto protagonizou importantes de-formações de mestres e doutores da saúde coletiva para o Brasil e para o mundo. E, agora, 50 anos depois, apoiados em Krenak, questionamos: qual é a Saúde Coletiva que nós estamos empacotando para deixar às gerações futuras? Vivemos entre abismos sociais, políticos, econômicos e ambientais, recentes e longevos: os desastres ambientais — no Rio Grande do Sul, no Pantanal, no Território Yanomami — os desastres políticos das guerras às drogas no Rio de Janeiro, ou ainda às guerras na República Democrática do Congo, Ucrânia, Rússia, Palestina, Israel, Síria; os desastres sanitários, como a pandemia de Covid-19. Mas como podemos nos inspirar em Davi Kopenawa Yanomami para também usar a palavra enquanto flecha? Ao criar ideias e estabelecer ideais para suspender o céu e ampliar nossos horizontes, acionamos a inventividade em busca de novos modos de andar a vida, de estar no mundo e na saúde coletiva.
Desse modo, buscaremos apresentar os resultados do empenho e engajamento discente no compartilhamento de informações e saberes em saúde coletiva, através da publicação do segundo caderno de resumos do evento, contendo os 79 resumos dos trabalhos apresentados segmentados entre 9 eixos temáticos: (1)Saberes e práticas decoloniais em saúde e na ciência: ancestralidade, ecologia e resistência; (2) Sankofeando para seguir em frente! Gênero, sexualidade e Interseccionalidades; (3) Comunicação, democracia e legitimação do SUS: resistir em tempos de desinformação e negacionismos; (4) Saúde, ambiente e mudanças climáticas; (5) Saúde Coletiva das Mobilidades Humanas; (6) Tecnologias de saúde, corpo e experimentações; (7) Controlar, participar e organizar: agenciamentos políticos do hoje e do amanhã; (8) Economia Política da Saúde; e (9) Resistência e Reconstrução na Saúde Mental.
O financiamento do evento e da publicação é do Centro de Estudos e Pesquisa em Saúde Coletiva, além do apoio institucional do Instituto de Medicina Social e do corpo docente e administrativo do instituto.
14:00/16:00 – Sala F51
Lançamento do Caderno de Resumos do XIII Seminário de Pesquisa do IMS
A atividade buscará apresentar o produto final da décima terceira edição do Seminário de Pesquisa do Instituto de Medicina Social da UERJ, realizado em outubro de 2024. Tendo o protagonismo discente como prerrogativa, o seminário tem uma história longeva, cuja primeira edição aconteceu em 2006 e desde então assumiu uma proposta discente das três áreas de concentração (Ciências Humanas e Saúde; Epidemiologia; Política, Planejamento e Administração em Saúde) do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Historicamente, este seminário tem como foco principal produzir debates sobre temas importantes para a Saúde Coletiva e o Sistema Único de Saúde, bem como divulgar e integrar trabalhos desenvolvidos por pós-graduandos do IMS; de outras instituições de ensino, pesquisa, gestão e serviços de saúde, de ativistas e movimentos sociais.
Na décima de 2024, buscamos criar caminhos de reflexão sobre os próximos 50 anos. Desde sua fundação, em 1974, o instituto protagonizou importantes de-formações de mestres e doutores da saúde coletiva para o Brasil e para o mundo. E, agora, 50 anos depois, apoiados em Krenak, questionamos: qual é a Saúde Coletiva que nós estamos empacotando para deixar às gerações futuras? Vivemos entre abismos sociais, políticos, econômicos e ambientais, recentes e longevos: os desastres ambientais — no Rio Grande do Sul, no Pantanal, no Território Yanomami — os desastres políticos das guerras às drogas no Rio de Janeiro, ou ainda às guerras na República Democrática do Congo, Ucrânia, Rússia, Palestina, Israel, Síria; os desastres sanitários, como a pandemia de Covid-19. Mas como podemos nos inspirar em Davi Kopenawa Yanomami para também usar a palavra enquanto flecha? Ao criar ideias e estabelecer ideais para suspender o céu e ampliar nossos horizontes, acionamos a inventividade em busca de novos modos de andar a vida, de estar no mundo e na saúde coletiva.
Desse modo, buscaremos apresentar os resultados do empenho e engajamento discente no compartilhamento de informações e saberes em saúde coletiva, através da publicação do segundo caderno de resumos do evento, contendo os 79 resumos dos trabalhos apresentados segmentados entre 9 eixos temáticos: (1)Saberes e práticas decoloniais em saúde e na ciência: ancestralidade, ecologia e resistência; (2) Sankofeando para seguir em frente! Gênero, sexualidade e Interseccionalidades; (3) Comunicação, democracia e legitimação do SUS: resistir em tempos de desinformação e negacionismos; (4) Saúde, ambiente e mudanças climáticas; (5) Saúde Coletiva das Mobilidades Humanas; (6) Tecnologias de saúde, corpo e experimentações; (7) Controlar, participar e organizar: agenciamentos políticos do hoje e do amanhã; (8) Economia Política da Saúde; e (9) Resistência e Reconstrução na Saúde Mental.
O financiamento do evento e da publicação é do Centro de Estudos e Pesquisa em Saúde Coletiva, além do apoio institucional do Instituto de Medicina Social e do corpo docente e administrativo do instituto.
14:00/16:00 – Sala F53
Desigualdades sociais e saúde: Abordagens inovadoras para avaliar seus efeitos na população brasileira
Durante a sessão, que terá um formato dinâmico e interativo, as autoras abordarão os principais temas da coletânea que aborda os efeitos dos determinantes sociais na saúde da população brasileira. Um dos diferenciais das análises conduzidas é o uso de grandes volumes de dados administrativos integrados sob a forma de Coorte epidemiológica através de processo de vinculação (data linkage) e de análise dos dados por meio de modelos estatísticos complexos. A construção e aplicações do Índice Brasileiro de Privação (IBP) também são abordados na obra podendo ser utilizado como importante estratificador de desigualdade social. Os resultados têm o potencial de suscitar reflexões e tomadas de decisões de gestores públicos, profissionais de saúde, pesquisadores e pessoas interessadas no tema.
Cidacs/Fiocruz Bahia
14:00/16:00 – Sala F93
Una Movilización por la justicia en salud: lanzamiento del Observatorio Global de Salud 7 (edición en español)
Apertura e introducción, coordinacion del evento (Roman Vega, Coordinador Global del Movimiento por la Salud de los Pueblos; Jennifer Cardona, MSP Colombia); Presentación del Observatorio Global de Salud 7 (contribución video de Chiara Bodini y Ron Labonte, co-editores); Discusión con autores/as (Mauricio Torres; Susana Barria; Matheus Falcao; Joyce Souza); El Observatorio Global de Salud como Herramienta de Movilización (Leonardo Mattos)
Movimiento por la Salud de los Pueblos
14:00/16:00 – Sala F8019
Democratización, Universalización Y Derecho A La Salud En América Latina Y El Caribe: Desafíos Contemporáneos En La Pospandemia
Clacso
14:00/16:00 – Sala F9038
Coletânea Justiça Reprodutiva: desafios interseccionais na saúde coletiva
A obra materializa o instigante conceito da justiça reprodutiva para o campo das ciências sociais e humanas em saúde. Originada no seio do pensamento e do ativismo político feminista negro, norte e latino-americano, em associação à matriz teórica da interseccionalidade, essa noção expande a agenda dos direitos reprodutivos, centrada na autonomia individual, de maneira a incluir o ideal de justiça social. Ao mesmo tempo em que reconhece a importância de resgatar suas origens, a coletânea, composta de 9 capítulos, busca ampliar a abordagem para além do modo como esse conceito foi originalmente concebido e costuma ser utilizado, apresentando novas situações teóricas e empíricas nas quais tal noção pode ser aplicada. Isso significou incluir, além dos marcadores sociais da diferença de classe, raça, gênero, outros eixos de opressão e temáticas como capacitismo, etnia indígena, transmasculinidade, migração internacional, destituição do poder familiar de mulheres vulnerabilizadas e violência letal em territórios periféricos, entre outros.
Além da apresentação das organizadoras, o livro conta com prefácio de Lucia Xavier e Monica Sacramento, da ONG Criola, orelha assinada por Claudia Fonseca (PPGAS/UFRGS) e 4 capa por Fernanda Lopes (Fundo Baobá para Equidade Racial). Os capítulos reúnem autoras de diferentes regiões do Brasil e do Chile que trabalham com o tema da reprodução a partir de temas, perspectivas e disciplinas diversas, como Saúde Coletiva, Antropologia e Sociologia: 1) “Política dos corpos, (in)justiça reprodutiva e o sistema moderno colonial de gênero”, de Emanuelle Góes; 2) “Mães em disputa: diálogos entre os estudos sobre maternidades, justiça reprodutiva e o campo dos cuidados”, de Camila Fernandes; 3) “Justiça reprodutiva e morte materna: ascensão e queda da atuação dos Comitês de Mortalidade Materna”, de Fabiana Santos Lucena e Carmen Simone Grilo Diniz; 4) “Mães sanöma/yanomami, o drama da mor talidade infantil e a (in)justiça reprodutiva”, de Silvia Guimarães e Catherine Alès; 5) “‘O problema é cultural’”: estigmas, comporta mentos e vigilâncias reprodutivas de mulheres haitianas”, de Jaciane Milanezi; 6) “Experiências transmasculinas e os desafios frente à justiça reprodutiva”, de Anne Alencar Monteiro; 7) “(Sobre)viver nas engrenagens do ‘sistema’: maternidade, deficiência e a politização dos afetos”, de Waleska Aureliano; 8) “Entre mulheres que destituem e que são destituídas: reflexões sobre a atuação do Poder Judiciário e a justiça reprodutiva em casos de des tituição do poder familiar”, de Janaína Gomes; 9) “Maternidade em territórios marginalizados: violência, medos e futuros no sul de Santiago do Chile”, de Marjorie Murray e Constanza Tizzoni.
A coletânea propõe um diálogo sobre o tema da justiça reprodutiva, sob diferentes prismas e perspectivas teórico-políticas interseccionais. O lançamento adquire importância estratégica no contexto de retração de direitos sociais, em especial, os direitos sexuais e direitos reprodutivos. Baseada nas experiências reprodutivas de mulheres negras e de outros grupos marginalizados, essa noção expande a agenda dos direitos reprodutivos, centrada na autonomia individual como pressuposto para escolhas e tomada de decisões relativas à vida reprodutiva, de maneira a incluir o ideal de justiça social. Se não aliarmos a tal empreitada política condições estruturais que minimizem as imensas desigualdades sociais e amparem as mulheres ou pessoas que gestam em suas decisões reprodutivas, como políticas públicas que garantam educação aos filhos, creches públicas, segurança alimentar, saneamento básico, moradias dignas, transportes públicos, geração de renda, empregabilidade etc., tais decisões tornam-se ilusórias em meio a tantas precariedades. Isso implica reconhecer que tão importante quanto o direito de escolher ter ou não ter filhos, e quando tê-los, é o direito a ter e criá-los de maneira digna, em ambientes seguros e livres de violência por parte de indivíduos ou do Estado (Ross, 2017). Tal inflexão acompanha a análise das autoras convidadas, a partir de cenários empíricos distintos no Brasil e no Chile.
FSP/USP

