Intercâmbio de experiências rumo à justiça cognitiva em Saúde Coletiva: de saberes e territórios Mapuche/Williche de Chiloé no Chile e Complexo do Alemão (RJ) no Brasil.
O Núcleo Ecologias e Encontros de Saberes para a Promoção Emancipatória da Saúde (Neepes/ENSP/Fiocruz), em parceria com o Programa de Salud Colectiva y Medicina Social, da Universidade do Chile, e a ALAMES Sur Patagonia (Chile), convida para uma atividade aberta de intercâmbio de experiências sobre o tema: “Intercâmbio de experiências rumo à justiça cognitiva em saúde coletiva: diálogo aberto a partir de saberes e territórios Mapuche/Williche de Chiloé no Chile e Complexo do Alemão (RJ) no Brasil”.
O encontro acontecerá no dia 4 de agosto, das 08h às 11h, na UERJ (campus Maracanã), Rua São Francisco Xavier, 524 – Maracanã
A atividade tem como objetivo promover um espaço de troca entre experiências e saberes em saúde coletiva envolvendo pesquisadores acadêmicos, estudantes, ativistas indígenas e de periferias urbanas em torno dos desafios da justiça cognitiva nos territórios do Sul Global.
A coordenação será de Sebastián Medina Gay (Universidade do Chile /ALAMES Chile), Marcelo Firpo Porto (Coordenador Neepes/ENSP/Fiocruz), Marina Tarnowski Fasanello (Neepes/ENSP/Fiocruz), com a participação de Jaime Ibacache Burgos (médico que atua com saúde intercultural, ALAMES Chile), Flor Cheuquepil Álvarez (cuidadora Mapuche/Williche de Chiloé), Ana Santos (fundadora do Centro de Integração da Serra da Misericórdia -CEM- e ativista de agricultura urbana no Complexo do Alemão, RJ), e Diana Manrique García (ALAMES Chile).
Desde 2023, o Neepes mantém uma cooperação técnico-científica com a Escuela de Salud Pública Dr. Salvador Allende, da Universidade do Chile. A parceria inclui a realização de cursos do Neepes e o acolhimento de doutorandos chilenos no Brasil, com foco na promoção emancipatória da saúde, em metodologias sensíveis co-labor-ativas e na abordagem de conflitos ambientais e territoriais. No Chile a cooperação envolve pesquisas junto com povos indígenas que atuam com práticas de saúde intercultural no arquipélago de Chiloé e na resistência à mineração de lítio no Deserto do Atacama.

