XVIII Congresso Latinoamericano de Medicina Social e Saúde Coletiva

Escrever é um ato de Resistência!

Normalmente aprendemos que escrever é um ato de apresentar, uma forma de transmitir informação a alguém sobre o que pensamos ou aprendemos sobre algo. Escrever é exercício de crítica, de argumentar, mas é antes de tudo uma conversa, que envolve e abraça quem escreve (Mattos, 2008). Propomos a criatividade, envolvimento, coletividade, liberdade e a valorização da escrita a partir da subjetividade e vivências de cada um. Todos podemos criar e nos mobilizar pelos nossos afetos, inclusive para nossas escritas científicas.
Uma aposta que talvez seja por aqui, alguns dos caminhos de enfrentarmos o horrores metodológicos que Spink e Menegon (1999) nos chama atenção. Talvez diante da trava e da nossa incapacidade de seguir em um dado momento em nossas escritas de trabalhos acadêmicos, pausar pode ser um caminho ou tentar outras linguagens, olhar o que está a volta, escrever e somente escrever, ou dançar, ou admirar algo, permitir se encontrar no ato de escrever.
Faz toda diferença estar juntes de pessoas que possam respeitar nossos momentos de vida e valorizar nossos conhecimentos. Escrever é antes de tudo para nós mesmos e para produção de vida em diálogo com o que somos e onde estamos no mundo. Vamos juntes escrever a vida que nos embala em fazer Ciência. Fazer deste espaço o que Krenak nos convoca, “Adiar o fim do mundo”, contando histórias e sendo reexistências em um cenário tão duro como é a Academia.

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