Limites Estruturais do SUS no Estado Capitalista Dependente: Contribuições da Teoria Marxista da Dependência
A atividade discutirá os limites estruturais do Sistema Único de Saúde (SUS) diante do Estado capitalista dependente brasileiro, à luz da Teoria Marxista da Dependência (TMD). Inicialmente, será apresentado um panorama da TMD, destacando como a inserção do Brasil na periferia do capitalismo condiciona a formulação e a operacionalização das políticas públicas de saúde.
Em seguida, serão abordados os mecanismos de transferência de valor no Estado brasileiro, que atravessam o SUS, tais como a dependência tecnológica; a predominância de prestadores privados na média e alta complexidade no SUS; a presença do capital estrangeiro, superexploração na saúde, entre outros pontos.
Em relação ao capital estrangeiro na saúde, por exemplo, os seguros privados de saúde, empresas que competem com o SUS política e economicamente, já que recebem vários subsídios estatais, são de conglomerados multinacionais.
A respeito da prestação de serviços em média e alta complexidade, destaca-se a atual proposta do governo em utilizar hospitais privados para ampliar o programa “Mais acesso a especialistas- componente cirurgias” e reduzir filas do SUS.
Conclui-se que os limites do SUS são expressão de uma estrutura dependente que subordina o direito à saúde aos interesses das nações centrais do capitalismo e da burguesia interna.

