SAÚDE MENTAL E TRABALHO: INSTRUMENTOS PARA MONITORAMENTO DE TRANSTORNOS MENTAIS E MODELOS DE INTERVENÇÃO
Ementa:
A relação entre características do trabalho e efeitos à saúde do trabalhador(a) vem sendo amplamente estudada e descrita na literatura. A saúde mental, atendendo as mudanças na NR-1(MTE 1449/2024), tem sido colocada em pauta e no centro do debate das relações trabalhistas, vez que tem sido ampliada a responsabilidade dos empregadores na proteção do ambiente de trabalho. Assim, a partir da compreensão de que aspectos psicossociais que afetam a Saúde Mental do Trabalhador devem ser obrigatoriamente incluídos no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e a identificação e o gerenciamento dos mesmos, como estresse, assédio, sobrecarga mental e o adoecimento mental, propriamente dito, esforços vêm sendo registrados na construção de modelos teóricos – metodológicos que buscam esclarecer esta relação. Além da pandemia de COVID-19, cujos impactos à saúde, especialmente do trabalhador (a), ainda não foram completamente dimensionados, as novas relações de trabalho, a precarização e a reforma trabalhista tem notadamente gerado período de incertezas, medos, anseios e, consequentemente, elevados níveis de estresse, ansiedade, sentimentos de vulnerabilidade e adoecimento mental. Neste sentido, explorar instrumentos capazes de identificar o adoecimento mental da população por meio de pesquisas epidemiológicas pode favorecer o conhecimento do perfil de adoecimento populacional e os principais fatores associados e ele, bem como estabelecer prioridades de intervenção.
A presente proposta de minicurso busca discutir ferramentas de identificação de transtornos mentais e ações de vigilância em saúde mental e trabalho, por meio de apresentação que Incluirá: instrumentos de identificação de morbidade psíquica em populações urbanas (SRQ-20; PHQ – Depressão, Ansiedade, Pânico, Somático; MSQ- Qualidade do sono; CAGE – Transtorno de uso abusivo de álcool; GAD-7- Transtorno de ansiedade generalizada; PCL-C – Transtorno de Estresse Pós-Traumático); e discutir modelos de intervenção com base em ações com foco no indivíduo, na rede de atenção do SUS e nas organizações de trabalho, focalizando modelos para a reabilitação psicossocial, compartilhamento de modos de vida e estratégias de enfrentamento dos impactos da pandemia na saúde mental das populações, em especial, os trabalhadores (as).

